Saúde Pública
21.10.2013

Unaids elogia Brasil por colher opiniões sobre início do tratamento para Aids

O projeto tem como objetivo introduzir o tratamento preventivamente, com o início precoce da terapia antirretroviral

Foto: Marcelo Camargo/ABr
Teste rápido para diagnóstico de HIV/aids. Até 05 de novembro, os brasileiros devem opinar sobre os protocolos do governo, com previsão de ser concluído antes do fim de 2013.
Teste rápido para diagnóstico de HIV/aids. Até 05 de novembro, os brasileiros devem opinar sobre os protocolos do governo, com previsão de ser concluído antes do fim de 2013.

O Programa Conjunto das Nações Unidas sobre o HIV/Aids (Unaids) elogiou o Brasil pela consulta pública de um plano para o tratamento de seropositivos, independentemente do estágio da doença.

Até 05 de novembro, os brasileiros devem opinar sobre os protocolos do governo, com previsão de ser concluído antes do fim de 2013.

A coordenadora do Unaids no país, Georgiana Braga Orillard, disse que, "uma vez mais, o país demonstra forte liderança na resposta à pandemia, ao fazê-lo de forma aberta e inclusiva com a participação da população."

O representante disse que a iniciativa vai melhorar a vida das pessoas que vivem com o HIV, além de reduzir as mortes devido à doença em todo o país.

O Ministério da Saúde do Brasil defende que, ao ser aprovado, o projeto pode introduzir o tratamento como prevenção, ao recomendar que a terapia inicie mais cedo, tal como acontece nos Estados Unidos e na França.

A meta das autoridades é expandir a oferta de tratamento gratuito a mais 100 mil pacientes. O país tem entre 430 mil e 520 mil pessoas que vivem com o vírus. De acordo com a agência, o tratamento chega a pouco mais de 300 mil pessoas.

A proposta pretende, ainda, segundo o governo, de definir de forma clara os regimes de tratamento" além de gerir a aderência e a eficácia dos antirretrovirais a longo prazo.

A Unaids destacou, ainda, os planos das autoridades brasileiras de introduzir uma dose fixa combinada de três medicamentos em um, com destaque para o regime de primeira linha. O tratamento deve estar disponível em 2014.

Fonte: Isaude.net