Ciência e Tecnologia
08.10.2013

Novo biomarcador para doença de Parkinson pode estar debaixo da pele

Pesquisadores da Harvard Medical School estão usando biópsia da pele para detectar a proteína Alfa-sinucleína

Pesquisadores do Beth Israel Deaconess Medical Center (BIDMC), da Harvard Medical School, descobriram que os níveis elevados de uma proteína do sistema nervoso chamada alfa-sinucleína podem ser detectados na pele de pessoas com doença de Parkinson (DP).

Eles sugerem que a proteína pode servir como um biomarcador da doença, contribuindo para identificá-la antes do aparecimento dos sintomas.

Segundo Roy Freeman , autor do estudo, a Alfa-sinucleína ocorre em todo o sistema nervoso e embora ainda não se saiba muito sobre sua ação, já foi identificado que ela é o principal componente dos aglomerados anormais de corpos proteicos (corpos de Lewy) que se formam dentro das células do cérebro de pessoas com a doença de Parkinson . Há também evidências que sugerem que a proteína desempenha um papel chave no desenvolvimento da doença.

"A deposição da alfa-sinucleína ocorre precocemente no curso da doença de Parkinson, precedendo o início dos sintomas clínicos, " afirmam os pesquisadores.

Já existe uma visão de que os sintomas ligados ao sistema nervoso autônomo, tais como mudanças na temperatura, na regulação da pressão arterial e da função intestinal, podem preceder os sintomas do sistema motor comum em pessoas com Parkinson.

Estas alterações sistema nervoso autônomo também são refletidas na pele, com sinais como sudação excessiva ou diminuída, modificações na cor da pele e na sua temperatura. Estes sintomas ocorrem em quase dois terços dos pacientes com doença de Parkinson, afirma professor Freeman.

"A pele pode fornecer uma janela de acesso para o sistema nervoso. Com base nestas observações clínicas, decidimos testar se o exame dos nervos numa biópsia da pele pode ser utilizado para identificar um biomarcador de Parkinson, " completa.

Apesar de ser a doença neurodegenerativa mais frequente nos EUA, onde afeta mais de 1 milhão de pessoas , o Parkinson é difícil de diagnosticar. Sem testes clínicos padrão, a doença é frequentemente diagnosticada somente quando os sintomas como tremores e rigidez aparecem, momento em que muitos neurônios já foram destruídos.

Fonte: Isaude.net