Geral
16.08.2013

Endividamento elevado causa aumento de 1,3% na pressão arterial

Dívidas mais altas foram associadas a maior estresse e depressão e pior saúde física e mental em adultos jovens

Foto: Foto Stock © ongap
Maiores dívidas foram associadas com maior estresse percebido e depressão, pior estado geral de saúde e aumento da pressão arterial diastólica
Maiores dívidas foram associadas com maior estresse percebido e depressão, pior estado geral de saúde e aumento da pressão arterial diastólica

Pesquisadores da Northwestern Medicine, nos EUA, descobriram que o alto endividamento está associado com aumento da pressão arterial diastólica e piora da saúde geral e mental em adultos jovens.

O estudo, publicado na revista Social Science and Medicine, oferece uma nova visão sobre como a dívida pode ter impacto sobre a saúde dos jovens.

"Nós agora vivemos em uma economia alimentada pela dívida. Desde a década de 1980, a dívida das famílias americanas triplicou. É importante compreender as consequências para a saúde associados com o endividamento", afirma a autora da pesquisa Elizabeth Sweet.

Os pesquisadores usaram dados do Estudo Nacional Longitudinal de Saúde do Adolescente para explorar a associação entre a dívida e os resultados de saúde geral da saúde psicológica em 8.400 jovens adultos, com idades entre 24 a 32 anos.

Estudos anteriores descobriram evidências de que a dívida está associada à saúde psicológica adversa, mas este é o primeiro a olhar para a saúde física também.

Os resultados da pesquisa mostraram que 20% dos participantes relataram que ainda estariam em dívida se liquidassem todos os seus bens.

De acordo com os pesquisadores, maiores dívidas foram associadas com maior estresse percebido e depressão, pior estado geral de saúde e aumento da pressão arterial diastólica.

Aqueles com maior endividamento apresentaram um aumento de 1,3% na pressão diastólica do sangue, o que é clinicamente significativo, segundo os autores. Um aumento de dois pontos na pressão diastólica, por exemplo, está associado a um risco 17% mais elevado de hipertensão e 15% maior de acidente vascular cerebral.

Os pesquisadores descobriram ainda que indivíduos com alto endividamento relataram níveis mais elevados de estresse percebido e de sintomas depressivos maiores.

"Não esperávamos ver associações entre a dívida e a saúde física em pessoas que são tão jovens. Precisamos estar cientes desta associação e compreendê-la melhor. Nosso estudo é apenas uma primeira olhada em como a dívida pode afetar a saúde física", conclui Sweet.

Fonte: Isaude.net