Geral
01.08.2013

Ampliação de serviços de saúde eleva índice de sífilis em gestantes de SP

Em seis anos, o diagnóstico de sífilis em gestantes aumentou mais de 1.000% no Estado de São Paulo

Em seis anos, o diagnóstico de sífilis em gestantes aumentou mais de 1.000% no Estado de São Paulo, segundo estudo feito pela Secretaria da Saúde. Este resultado é consequência do crescimento do número de municípios e serviços que passaram a notificar os casos. A oferta de serviços notificadores passou de 117 para 1.046 no período analisado.

Os números mostram que em 2005 as cidades paulistas comunicaram 189 casos de sífilis em mulheres grávidas, pulando para 3.260 em 2011. A quantidade de cidades que notificavam os casos de sífilis passou de 55 em 2005 para 230 em 2010. De acordo com o estudo, metade das gestantes que apresentaram a enfermidade tem idade entre 20 e 29 anos.

A ampliação do diagnóstico permite a realização de um trabalho preventivo pelos serviços públicos de saúde para evitar a sífilis congênita. A doença é transmitida para o bebê por meio da placenta, com risco de aborto prematuro, abortamento espontâneo e prejuízos para a saúde da criança, como baixo peso, surdez, deformidades dentais e ósseas, inclusive retardo mental e óbito neonatal.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) a sífilis congênita pode ser considerada uma doença eliminada quando os índices atingirem 0,5 caso para mil nascidos vivos. A Coordenação Estadual DST/Aids da Secretaria da Saúde tem por meta atingir este índice em 2015. "Esta doença é totalmente evitável, desde que a gestante com este diagnóstico tome as medidas recomendadas de tratamento e de acompanhamento o quanto antes", diz a responsável pelo Plano de Eliminação da Transmissão Vertical da Sífilis e do HIV, Luiza Matida.

Fonte: Isaude.net