Profissão Saúde
01.08.2013

Mudança no Mais Médicos mostra improvisação do governo, diz AMB

Entidades médicas reafirmam que voltam a negociar com o governo com derrubada do Programa Mais Médico

Foto: AMB
José Bonamigo, diretor da Associação Médica Brasileira (AMB),
José Bonamigo, diretor da Associação Médica Brasileira (AMB),

A Associação Médica Brasileira (AMB) diz que abrir mão do segundo ciclo (dois anos a mais na graduação de medicina propostos pelo Programa Mais Médicos) mostra "o grau de improvisação do governo". A AMB voltou a criticar o programa nesta quarta-feira (31) após o governo apresentar uma proposta que mantém o curso de medicina com seis anos e torna obrigatória a residência médica no Sistema Único de Saúde (SUS) a partir de 2018.

Segundo o diretor da Associação Médica Brasileira (AMB), José Bonamigo, as entidades médicas decidiram, em reunião em São Paulo, que não dialogarão com o governo até que a Medida Provisória (MP) 621/2013, que cria o programa, seja derrubada no Congresso Nacional.

"Não há condições para ampliar nem a residência médica [para atender a todos os formandos - hoje apenas 50% conseguem vaga], nem as faculdades de medicina na velocidade que o governo quer", diz Bonamigo.

Na outra ponta, a do ensino, as instituições de ensino particulares receberam a notícia da residência com otimismo, com isso, o curso continua com seis anos. Segundo o Fórum das Entidades Representativas do Ensino Superior Particular, a residência obrigatória no SUS é positiva "desde que seja proporcionado o ambiente adequado para a prática", diz o assessor do fórum, Solon Caldas.

Caldas critica, no entanto, a obrigatoriedade. "A residência no SUS deve ser opção do aluno". De acordo com o assessor, a maioria dos alunos busca uma especialização, mas nem sempre no SUS.

Fonte: AGÊNCIA BRASIL