Profissão Saúde
10.07.2013

Uso abusivo de opióides mata 16 mil americanos a cada ano

O alerta é da Associação Médica Americana, durante lançamento do novo curso de Eduação Médica Contirnuada

A Associação Medica Americana (AMA) volta a alertar os médicos sobre o uso abusivo de opióides em casos de dor crônica não oncológica. O alerta foi divulgado, nesta terça-feira (10), com a apresentação da mais nova revisão do seu curso de Educação Medica Médica Continuada (CME) no tratamento da dor.

Mais de 16 mil americanos morrem anualmente de overdose com implicações do uso opióides. Este medicamentos estão envolvidos, também, em cerca de 400 mil visitas às emergências de hospitais a cada ano. Cerca de 120 milhões lutam com a dor crônica. As despesas médicas e perda de produtividade custam os cofres públicos do EUA mais de US $ 600 bilhões/ano, segundo dados do governo americano.

" Manter uma apropriada compreensão da gestão da dor vai ajudar os médicos a assegurar que os pacientes possam realmente obter o alívio ajudando a prevenir o abuso na prescrição de drogas," disse Jeremy A. Lazarus, ex-presidente da AMA. " Ao longo da última década, a AMA tem oferecido treinamento de gerenciamento de dor. A atualização do CME vai ajudar os médicos a desenvolver melhor as habilidades necessárias para avaliar e gerir os pacientes com dor persistente."

Levantamento realizado pela AMA já destacou a falta de provas definitivas sobre a eficácia de opióides em pacientes com dor crônica não oncológica. Apesar desta condição, os novos direcionamentos buscam, do ponto de vista clínico, uma abordagem equilibrada em que os médicos nem rejeitem, nem abusem do uso dos opióides.

O curso inclui, ainda, módulos sobre a fisiopatologia da dor, fatores médico-legais, bem como o tratamento da dor em pacientes idosos e pacientes com problemas de abuso de substâncias. As evidências sobre tratamentos, como medicamentos não-esteróides anti-inflamatórios, fisioterapia e terapia ocupacional, terapia cognitivo-comportamental e abordagens cirúrgicas e de intervenção também fazem parte do novo curso.

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Fonte: Isaude.net