Saúde Pública
07.07.2013

Sete países da África Subsaariana reduzem em 50% a infecção infantil por HIV

A redução foi confirmada na África do Sul, Botsuana, Etiópia, Gana, Malauí, Namíbia e Zâmbia. Tanzânia e Zimbábue

Foto: Sarah Elliott/MSF
Médica realiza atendimento ambulatório de país africano. Sete nações da África subsaarina comemoram redução nas infecções de crianças
Médica realiza atendimento ambulatório de país africano. Sete nações da África subsaarina comemoram redução nas infecções de crianças

O número de crianças infetadas pelo HIV foi reduzido em 50% ou mais em sete países da África subsaariana desde 2009, na última semana, o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS).

A redução foi confirmada na África do Sul, Botsuana, Etiópia, Gana, Malauí, Namíbia e Zâmbia. Tanzânia e o Zimbábue também estão apresentando progresso substancial.

Essa conquista foi relatada no último documento sobre o progresso do Plano Global para a eliminação de novas infecções pelo HIV entre crianças e a manutenção da vida de suas mães, lançado em julho de 2011 na Assembleia Geral da ONU sobre a aids. As metas contidas nesse plano têm de ser atingidas até 2015.

O plano tem duas metas principais: a redução de 90% no número de novas infecções infantis pelo HIV e a redução de 50% no número de mortes maternas relacionadas à aids.

O documento se concentra em 22 países que apresentam 90% das novas infecções pelo HIV entre as crianças. O presente relatório mostra os progressos realizados pelos 21 países da África Subsaariana e alguns dos desafios enfrentados para cumprir as metas. Os dados da Índia não estavam disponíveis no momento em que o relatório foi escrito.

Houve menos 130 mil novas infecções pelo HIV entre crianças nos 21 países analisados queda de 38% desde 2009.

" O progresso na maioria dos países é um forte sinal de que, com esforços direcionados, toda criança pode nascer livre do HIV" , disse o diretor executivo do UNAIDS, Michel Sidibé, que liderou a iniciativa para a criação do Plano Global juntamente com o Plano de Emergência do presidente dos Estados Unidos para o alívio da aids.

" Mas o progresso estagnou em alguns países com elevado número de novas infecções pelo HIV. Precisamos descobrir o porquê e remover os empecilhos que impedem os avanços" , acrescentou.

A agência da ONU divulgou comunicado afirmando que Gana apresentou a maior queda na taxa de novas infecções entre crianças desde 2009 (76%), seguida pela África do Sul (63%). No entanto, o ritmo de queda em alguns dos países prioritários do Plano Global tem sido lento e, em Angola, as novas infecções pelo HIV até aumentaram.

O relatório também aponta que mais mulheres grávidas infectadas pelo HIV estavam recebendo medicamentos antirretrovirais em 2012 que em 2009, com níveis de cobertura chegando a 75% em muitos países. Os remédios evitam que o vírus seja transmitido aos filhos e mantêm a saúde da mãe.

Ao mesmo tempo, o documento também mostra que apenas metade de todas as mulheres infectadas pelo HIV que amamentam recebem medicamentos antirretrovirais para prevenir a transmissão do vírus. O relatório enfatiza que a amamentação é fundamental para garantir a sobrevivência da criança e que há necessidade urgente de fornecer terapia antirretroviral durante o período de amamentação.

Embora destaque a redução no número de novas contaminação pelo vírus, o documento afirma que medidas urgentes devem ser tomadas para melhorar o diagnóstico precoce do HIV em crianças e garantir o acesso imediato ao tratamento antirretroviral.

Fonte: UNAIDS