Ciência e Tecnologia
03.07.2013

Transplante de medula óssea pode ter curado dois casos de Aids nos EUA

Um dos pacientes interrompeu a terapêutica anti-retroviral há 15 semanas e o outro há 7 e continuam sem vestígios do vírus

Dois pacientes do Brigham and Women's Hospital que apresentavam infecções de longa data por HIV passaram por transplantes de medula óssea e após meses sem a terapia anti-retroviral não têm nenhum sinal do vírus no sangue. Um dos pacientes interrompeu a terapia anti-retroviral há 15 semanas e o outro há 7 semanas.

Os novos resultados foram apresentados nesta quarta-feira (03) na Conferência da Sociedade Internacional de Aids (IAS 2013), em Kuala Lumpur, Malásia.

"Embora estes resultados sejam emocionantes, eles ainda não indicam que os homens foram curados. Precisamos de um prazo mínimo de um ano de acompanhamento para compreender o impacto total de um transplante de medula óssea sobre o HIV," afirmou Timothy Henrich, pesquisador da Divisão de Doenças Infecciosas do Brigham.

Há cerca de um ano, os pesquisadores anunciaram que o vírus foi facilmente detectado em linfócitos do sangue de homens antes de seus transplantes e tornou-se indetectável por oito meses após o transplante. No entanto, os pacientes permaneceram em terapia anti-retroviral.

Agora, mesmo saindo da terapia, os pacientes continuaram a não ter o DNA ou RNA do HIV detectável no sangue. Os dois são monitorados frequentemente. "Nós comprovamos uma redução de 1 mil a 10 mil vezes o tamanho do reservatório de HIV no sangue periférico destes dois pacientes, mas o vírus ainda pode estar presente em outros tecidos, tais como o cérebro ou o trato gastrointestinal", disse Henrich.

Fonte: Isaude.net