Ciência e Tecnologia
11.06.2013

Sensor pode detectar e monitorar diabetes por meio da respiração

Abordagem vai simplificar o diagnóstico e o acompanhamento da doença através dos níveis de cetona no ar exalado

Foto: Myschka79/Foto Stock
Pacientes diabéticos precisam monitorar sua condição através de métodos caros e invasivos
Pacientes diabéticos precisam monitorar sua condição através de métodos caros e invasivos

Químicos da Universidade de Pittsburgh, nos EUA, criaram uma tecnologia de sensores capaz de detectar e monitorar diabetes por meio de análise da respiração sozinha.

A abordagem pode simplificar significativamente o diagnóstico e o monitoramento do diabetes através da análise da respiração.

Os resultados foram publicados no Journal of the American Chemical Society (JACS).

Pacientes com diabetes muitas vezes recebem o diagnóstico após uma série de exames de sangue que medem a glicose em ambientes hospitalares, e depois têm de monitorar sua condição diária através de métodos caros e invasivos.

Mesmo antes de exames de sangue serem administrados, aqueles com diabetes muitas vezes reconhecem os sintomas da condição por meio da acetona de sua respiração, um odor característico "frutado", que aumenta significativamente com níveis elevados de glicose.

A equipe, então, se interessou neste biomarcador como uma possível ferramenta de diagnóstico. "Uma vez que os pacientes são diagnosticados com diabetes, eles têm que monitorar sua condição pelo resto de suas vidas. Dispositivos de monitoramento atuais são baseados principalmente na análise de glicose no sangue, por isso o desenvolvimento de dispositivos alternativos que não são invasivos e trabalham por meio da análise de hálito pode mudar completamente o paradigma do auto monitoramento do diabetes", afirma o autor da pesquisa Alexander Star.

Star e seus colegas usaram a "abordagem de sol-gel", método para a utilização de moléculas pequenas (muitas vezes em escala nanométrica) para produzir materiais sólidos. A equipe combinou dióxido de titânio com nanotubos de carbono, que atuavam como "espetos" para manter as partículas em conjunto.

Este método, que os pesquisadores chamam de "dióxido de titânio em um espeto", efetivamente combina as propriedades elétricas dos tubos com os poderes de luz iluminação do dióxido de titânio. Eles, então, criaram o sensor usando esses materiais como um semicondutor elétrico, medindo sua resistência elétrica.

Os pesquisadores descobriram que o sensor pode ser ativado com luz para produzir uma carga elétrica. Isso levou-os a "cozinhar" os "espetos" no sensor sob a luz ultravioleta para medir o vapor de acetona, que eles notaram ser menores do que as sensibilidades reportadas anteriormente. "Nossas medições têm excelentes capacidades de detecção. Se o sensor puder ser desenvolvido e comercializado, pode transformar a maneira como os pacientes com diabetes monitoram seus níveis de glicose", afirma Star.

A equipe está atualmente trabalhando em um protótipo do sensor, com planos para testá-lo em amostras de respiração humana em breve.

Fonte: Isaude.net