Ciência e Tecnologia
31.05.2013

Métodos de detecção de vírus individuais aceleram diagnóstico de doenças

Abordagens são mais rápidas e baratas que teste padrão e oferecem potencial para realizar exames em consultórios ou hospitais

Foto: OSA
Chip para detecção direta de ácidos nucleicos virais
Chip para detecção direta de ácidos nucleicos virais

Cientistas dos EUA desenvolveram novas técnicas de detecção de vírus individuais que tem potencial para acelerar o diagnóstico de doenças.

Os novos métodos são mais rápidos e mais baratos do que os testes padrão e oferecem o potencial para realizar as medições em um consultório médico ou hospital, em vez de um laboratório.

Para testar a severidade de uma infecção viral, os médicos tentam medir quantos vírus estão acondicionados em um determinado volume de sangue ou outro fluido corporal. Esta medida, chamada carga viral, ajuda os médicos a diagnosticar ou monitorar doenças virais crônicas, tais como HIV / AIDS e hepatite.

No entanto, os métodos convencionais utilizados para os referidos ensaios são capazes apenas de estimar a quantidade de vírus em um determinado volume de fluido.

Agora, os pesquisadores desenvolveram novas técnicas ópticas baseadas em métodos para determinar a carga viral exata de uma amostra por meio da contagem de partículas de vírus individuais.

As equipes irão apresentar seus resultados na , a ser realizada entre 9 e 14 de junho em San Jose, na Califórnia.

Um grupo de pesquisadores, liderado pelo pesquisador Aydogan Ozcan da UCLA, trabalhou para visualizar diretamente partículas virais únicas usando microscopia holográfica. A outra, liderada por Holger Schmidt, da Universidade da Califórnia, Santa Cruz, detectou partículas individuais marcadas com etiquetas fluorescentes em um chip microfluídico.

Ambas as equipes esperam usar seu trabalho para desenvolver instrumentos comerciais úteis para o diagnóstico local e monitoramento com resultados e retorno rápidos.

M icroscopia holográfica

A equipe da UCLA demonstrou a capacidade de capturar imagens ópticas de vírus individuais e nanopartículas em um campo de visão relativamente grande usando nanolentes que se automontam em torno das partículas do vírus, como pequenas lupas.

"Quando iluminadas, as nanolentes projetam um holograma que pode ser gravado utilizando um chip gerador de imagens e reconstruído digitalmente para formar uma imagem óptica da partícula. A imagem resultante duplica o campo de visão de um microscópio óptico convencional", explica Ozcan.

Este campo de visão amplo permite que o dispositivo forme imagens de muitas nanopartículas em uma fotografia e proporciona uma plataforma de alto rendimento para uma contagem de carga viral direta e precisa. O instrumento pode ser criado de forma compacta e leve para aplicações de campo e ser ligado a um telefone celular tornando-se útil mesmo em locais remotos.

Chip microfluídico

Já os pesquisadores da UCSC desenvolveram uma forma de contar a carga viral através da detecção de seus ácidos nucleicos, a composição genética dos vírus. Os ácidos nucleicos são marcados com um corante fluorescente e a luz de fluorescência é detectada à medida que passa através de um canal num chip de microfluidos.

Ao contrário de técnicas de visualização direta, o método baseado em chip exige que as partículas do vírus sejam rotuladas. A técnica da rotulagem pode permitir aos médicos atacar vírus específicos, ignorando o material sem rótulo. Isso torna o processo potencialmente útil em situações onde os médicos já sabem o que estão procurando, muitas vezes o caso de testes de carga viral.

Fonte: Isaude.net