Saúde Pública
22.05.2013

Ministério da Saúde vai enviar equipe para analisar mortes por H1N1 em São Paulo

Até 12 de maio, foram registrados 388 casos da doença, com 61 mortes em todo o país. Destas, 55 foram no estado de São Paulo

Foto: Priscila Silva/SES
SES irá ampliar os pontos de distribuição de Tamiflu, medicamento usado no combate ao vírus
SES irá ampliar os pontos de distribuição de Tamiflu, medicamento usado no combate ao vírus

Os casos de mortes por influenza A (H1N1) - gripe suína, em São Paulo, vão ser analisados pelo Ministério da Saúde.Na terça (21), durante apresentação de medidas para o enfrentamento da doença, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou que enviará uma equipe de técnicos ao estado. Até 12 de maio, foram registrados 388 casos da doença, com 61 mortes em todo o país. Destas, 55 foram no estado de São Paulo. O número representa 90% das mortes envolvendo o vírus Influenza A (H1N1) registradas no país.

A antecipação da circulação do vírus antes da chegada do frio, de acordo com o ministério, é uma das hipóteses para o número alto de mortes em São Paulo. A Secretaria de Estado da Saúde, no entanto, divulgou nota atribuindo o fato em função do estado ser o mais populoso do país. " O que já justifica números maiores de casos de quaisquer doenças em relação aos outros estados", diz a nota.

Para intensificar o combate ao vírus, as unidades de saúde de São Paulo vão manter a vacinação contra a gripe até o próximo dia 29. Segundo o balanço parcial do governo paulista, divulgado na sexta-feira (17), 7,1 milhões de pessoas, das quais 3,8 milhões com idade acima de 60 anos, já tinham sido imunizadas.Também haverá a ampliação dos pontos de distribuição do fosfato de oseltamivir (Tamiflu), medicamento usado no combate ao vírus.

A orientação é que os médicos receitem o Tamiflu nas primeiras 48 horas após o surgimento dos sintomas, sem aguardar resultados de laboratório ou sinais de agravamento, em todas as pessoas que integrem o grupo de risco e que apresentem sintomas de Síndrome Gripal e Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) - como crianças menores de dois anos, gestantes, puérperas, indígenas que moram em aldeias, idosos, obesos e doentes crônicos.

Padilha fez um apelo para que os estados e municípios facilitem o acesso ao medicamento, pedindo que ele seja disponibilizado em todas as unidades de saúde, nas unidades de Pronto-Atendimento (UPAs), nos prontos-socorros, agilizando a prescrição pelo profissional de saúde. " O Ministério da Saúde garante a distribuição desse medicamento [Tamiflu] de graça, e todos os estados estão abastecidos" , disse Padilha. O medicamento é oferecido gratuitamente na rede pública e reduz as complicações e mortes pela influenza A. O paciente deve apresentar a receita médica emitida tanto por profissionais da rede pública como da rede privada.

Durante o balanço, Padilha anunciou medidas para enfrentar a gripe, entre elas a destinação de R$ 30 milhões para os estados de São Paulo, do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina e do Paraná, que registram a maior concentração de casos da doença. São Paulo receberá a maior parte: R$ 12,7 milhões. Para o Rio Grande do Sul foram disponibilizados R$ 5,6 milhões, Santa Catarina receberá R$ 5,4 milhões e o Paraná, R$ 6,7 milhões.

Conforme classificação da Organização Mundial da Saúde (OMS), o vírus Influenza A (H1N1) é classificado como gripe comum, assim como outros tipos de vírus de gripe, (como o A e B sazonal). Apenas os casos graves, caracterizados como Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), são notificados. Em 2012, no estado de São Paulo, foram confirmados 676 casos para o vírus Influenza. Destes, 371 foram confirmados para o vírus Influenza H1N1, com 74 mortes.

Fonte: AGÊNCIA BRASIL