Geral
29.04.2013

Hospital pediátrico da UFRJ fecha emergência por falta de médicos

O diretor da unidade ressalta que é difícil manter os profissionais em função do baixo salário e a ausência de benefícios

O setor de emergência do Instituto de Puericultura e Pediatria Martagão Gesteira, ligado à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), foi fechado pela direção da unidade por falta de médicos e de material hospitalar. O instituto, que fica na Ilha do Fundão, na zona norte do Rio, atende casos pediátricos graves.

De acordo com diretor Edimilson Migowski, a emergência do instituto era a única de um hospital universitário do Rio que funcionava durante 24 horas e está fechada desde sexta-feira (26). O diretor ressaltou que é difícil manter os médicos na unidade em função do baixo salário.

" Esses médicos são mais jovens, recebem um terço ou um quarto do que ganhariam em outros hospitais. Eles não têm vínculo empregatício, nem carteira assinada ou benefícios, como o décimo terceiro [salário]. Não consigo manter essas pessoas ganhando tão pouco" , disse o diretor.

Sobre a falta de suprimentos, Migowski informou que há dois meses uma mudança no critério de compras criou uma dificuldade no processo de aquisição de medicamentos e insumos. Segundo ele, faltam funcionários do setor administrativo para cuidar dos trâmites das licitações, já que muitos deixaram a unidade, por diversos motivos, e não houve reposição de pessoal.

Em nota, o reitor da UFRJ, Carlos Levi, disse que a universidade está " disponibilizando apoio à direção do instituto para que promova as ações necessárias a fim de que o setor seja reaberto no prazo mais breve possível" . Segundo Levi, hoje (29) a reitoria e o instituto vão organizar uma força-tarefa, formada por servidores de outros setores da universidade, com o objetivo de reforçar a estrutura de compras do hospital.

O reitor disse que este mês foram publicados editais de concurso para mais de 100 vagas destinadas a técnico-administrativo da UFRJ, incluindo médico de emergência pediátrica, odontólogo para pediatria e administrador hospitalar.

Fonte: AGÊNCIA BRASIL