Saúde Pública
26.04.2013

Programa de combate ao crack na capital de São Paulo é ampliado

O Samu passa a resgatar dependentes químicos para serviços de saúde e terá equipamentos para atendimento psiquiátrico de urgência

Foto: Mauricio Rummens/Governo de São Paulo
Assinatura do convênio assinado pelo governador Geraldo Alckmin com o prefeito Fernando Haddad para ampliação do programa de combate ao crack
Assinatura do convênio assinado pelo governador Geraldo Alckmin com o prefeito Fernando Haddad para ampliação do programa de combate ao crack

O Governo de São Paulo e a prefeitura da capital assinaram convênio, nesta sexta feira (26), para aprimorar e qualificar o atendimento aos dependentes químicos e seus familiares em São Paulo. O Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) passa a resgatar dependentes para serviços de saúde. Pioneiro no país, o Samu para álcool e drogas terá equipamentos devidamente capacitados para o atendimento psiquiátrico de urgência, além da Central Reguladora com call center.

O projeto prevê a ampliação do número dos Caps Ad III (Centros de Atenção Psicossocial -Alcool e Drogas), que são os que funcionam 24 horas, e das Unidades de Acolhimento e Residência Terapêutica Especiais. Serão implantados 16 consultórios de rua. A abordagem social de dependentes químicos no bairro da Luz também será intensificada.

Outra mudança é a descentralização do atendimento inicial aos dependentes e de seus familiares. Os Caps Ad serão responsáveis pelo acolhimento dos pacientes e avaliação de seus quadros clínicos específicos de dependência, situações de risco e necessidades de tratamento e encaminhamento, além do projeto terapêutico. As unidades também vão receber e acolher os familiares, independentemente da presença do paciente. Se houver necessidade, serão feitas visitas domiciliares para avaliar e acompanhar o tratamento ou o encaminhamento do usuário para outros serviços.

A parceria prevê que, no caso de dependentes em situação de rua, as equipes de consultório de rua da prefeitura, os agentes de proteção social e os agentes comunitários de saúde farão a abordagem com objetivo de direcionar a pessoa a um serviço de saúde ou incluí-la em políticas sociais e de resgate de cidadania. Estas equipes terão acesso aos recursos de assistência social do Ministério Público e também poderão acionar a Secretaria de estado do Desenvolvimento Social, por meio da Unidade Social e da Unidade do Centro de Integração da Cidadania instaladas no Cratod (Centro de Referência de Tabaco, Álcool e Outras Drogas).

Fonte: Isaude.net