Geral
04.04.2013

Calvície aumenta risco de doença coronariana em homens

Dados sugerem que homens com perda de cabelo no topo da cabeça eram 70% mais propensos a ter aterosclerose

Homens calvos podem ter um risco maior de desenvolver doença coronariana, mas só se a perda de cabelos ocorrer no topo da cabeça. É o que sugere estudo de pesquisadores da Universidade de Tóquio, no Japão.

A pesquisa sugere que aqueles que são calvos na parte da frente da cabeça não parecem ter um risco significativo de desenvolver doença arterial, que pode causar ataques cardíacos.

A pesquisa foi publicada no BMJ Open.

Os pesquisadores analisaram seis estudos sobre a calvície padrão masculina e doenças cardíacas coronarianas, realizados entre 1993 e 2008 com cerca de 40 mil participantes de Estados Unidos e Europa.

Três dos estudos eram estudos de grupo, o que significa que a saúde dos homens calvos foi seguida por pelo menos 11 anos.

A análise dos resultados desses estudos mostrou que os homens com maior perda de cabelo corriam um risco mais de três vezes maior de desenvolver doença arterial coronariana do que aqueles com cabelo.

Quando a análise se limitou aos homens com idades de 55 a 60 anos, surgiu um padrão semelhante. Homens carecas ou extensivamente carecas foram 44% mais propensos a desenvolver doença arterial coronariana.

Análise dos outros três estudos, que compararam a saúde do coração dos que estavam calvos com aqueles que tinham cabelo, os cientistas descobriram que homens carecas eram 70% mais propensos a ter doença cardíaca, e aqueles em grupos etários mais jovens foram 84% mais propensos a fazê-lo.

Segundo os pesquisadores, os resultados revelam que o risco de doença da artéria coronária depende da severidade da calvície, mas apenas se ela ocorre no topo da cabeça, conhecido como vértice.

Calvície extensa no vértice aumentou o risco de doença em 48%, a calvície moderada no vértice em 36%, e a calvície leve no vértice aumentou o risco em 18% em comparação com a calvície frontal.

A equipe ressalta que as explicações para as razões dessa associação variam, mas incluem a possibilidade de que a calvície pode indicar resistência à insulina, estado de inflamação crônica ou aumento da sensibilidade à testosterona, todos fatores que estão direta ou indiretamente envolvidos na promoção da doença cardiovascular.

"Estas descobertas sugerem que a calvície no vértice é mais estreitamente associada com a aterosclerose sistêmica do que a calvície frontal. Sendo assim, os fatores de risco cardiovascular deveriam ser revistos cuidadosamente em homens com calvície no vértice, especialmente os mais jovens, e provavelmente eles deveriam ser encorajados a melhorar seu perfil de risco cardiovascular", concluem os autores.

Fonte: Isaude.net