Geral
23.03.2013

Molécula de RNA pode ter papel chave na resistência à insulina em mulheres

Altos níveis de miR-93 em células de gordura impede utilização da glicose, em especial em mulheres com ovário policístico

Foto: Phil Jones/GRU
Yen-Hao Chen (a esq.) e Ricardo Azziz, envolvidos na pesquisa
Yen-Hao Chen (a esq.) e Ricardo Azziz, envolvidos na pesquisa

Cientistas da Georgia Regents University, nos EUA, descobriram pequenas moléculas de RNA que podem ter papel chave no desenvolvimento da resistência à insulina em mulheres.

A pesquisa sugere que altos níveis de atividade de um microRNA, chamado miR-93, em células de gordura impede a utilização da glicose pela insulina, contribuindo para a resistência à insulina, em especial em mulheres com a síndrome dos ovários policísticos.

"Este é um dos primeiros relatos de um defeito que pode ocorrer tanto em mulheres que são resistentes à insulina e, em particular, em mulheres com ovários policísticos. Identificar esse mecanismo molecular nos ajuda a compreender essas condições comuns e nos aponta para terapias específicas para corrigir esses problemas em mulheres", afirma o pesquisador Ricardo Azziz.

A síndrome do ovário policístico afeta cerca de 10% das mulheres e é caracterizada por excesso de hormônio masculino, ovulação e menstruação irregular e está associada com um maior risco de resistência à insulina, que pode levar a diabetes e doenças cardíacas.

Os pesquisadores analisaram as células de gordura da parte inferior do abdome de 21 mulheres com a síndrome e 20 controles. Em todas as mulheres com ovários policísticos, eles descobriram expressão excessiva de miR-93 e diminuição da expressão de GLUT4, proteína-chave que regula o uso de glicose pela gordura para produzir energia.

A expressão de GLUT4 foi menor nas mulheres com a síndrome que também eram resistentes à insulina. Eles também encontraram que a expressão foi baixa em membros do grupo de controle que eram resistentes à insulina.

"Os baixos níveis de GLUT4 na gordura parecem estar afetando a resistência à insulina, em geral e têm um impacto mais dramático na síndrome do ovário policístico. Não houve nenhum mecanismo claro para descrever a resistência à insulina em mulheres com a síndrome e acreditamos que este é um dos caminhos", concluem os pesquisadores.

Fonte: Isaude.net