Saúde Pública
16.03.2013

ONU adota plano global para violência contra mulheres e meninas

Mais de 130 países concordaram com medida sobre prevenção e eliminação da prática contra mulheres e meninas

Foto: Marcello Casal Jr./ABr
Mais de 130 estados-membros votaram a favor da medida
Mais de 130 estados-membros votaram a favor da medida

A 57ª sessão da Comissão do Estatuto das Mulheres adotou plano global para acabar com a violência de gêneros. Entre as prioridades do documento, está a criação de um serviço multissetorial para os sobreviventes da violência, incluindo ajuda médica e psicológica.

Segundo a ONU Mulheres, o fim da impunidade também foi citado no relatório. Os criminosos devem ser punidos, assim como, as autoridades devem melhorar o processo de coleta de provas e de assistência às vítimas.

Os representantes de mais de 130 estados-membros aprovaram a iniciativa sobre a prevenção e eliminação de todas as formas de violência contra mulheres e meninas.

Milhares de representantes de governos, Ongs, sociedade civil, setor privado e parceiros das Nações Unidas contribuíram para o plano adotado na reunião, que durou duas semanas, em Nova York.

O Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, afirmou que a violência contra as mulheres representa uma violação hedionda dos direitos humanos, uma ameaça global, além de um ultraje moral.

A diretora-executiva da ONU Mulheres, Michelle Bachelet, disse que estava particularmente animada com o acordo. Ela lembrou que, em 2003, quando a Comissão tratou do assunto, não houve consenso.

Bachelet afirmou que todos agora vão avançar até o dia em que mulheres e meninas estejam livres do medo, da violência e da discriminação.

A ONU declarou que, com a adoção do acordo, os governos deixam claro que a discriminação e a violência contra mulheres e crianças não têm lugar no século 21.

Segundo dados das Nações Unidas, sete em cada 10 mulheres vão sofrer algum tipo de violência durante a vida. Mais de 125 países têm leis especificas para punir a violência doméstica. Apesar disso, 603 milhões de mulheres vivem em nações onde essa prática não é considerada crime.

Fonte: Isaude.net