Saúde Pública
28.02.2013

Testes rápidos e de POC podem mudar o cenário mundial da sífilis

A pesquisa comprova a precisão dos testes que podem ser realizados em um dedo do paciente com resultados em 20 minutos

Foto: McGill University
Dra. Nitika Pant Pai (a esq.), líder da pesquisa
Dra. Nitika Pant Pai (a esq.), líder da pesquisa

Equipe internacional de pesquisadores liderada por cientistas do Instituto de Pesquisa da McGill University Health Centre (RI-MUHC), em Montreal (Canada), demonstrou que testes rápidos e teste no ponto de cuidado (POC) para sífilis são tão precisos quanto os testes de laboratório convencionais. Os resultados apontam para uma grande mudança na abordagem dos testes para sífilis e recomendam a substituição dos testes de laboratório de primeira linha pelos testes POC globalmente, especialmente em locais de recursos limitados.

Segundo o responsável pelo estudo, Nitika Pant Pai, "o levantamento é o primeiro a usar análises sofisticadas para explorar a precisão dos testes POC em comparação com os melhores padrões de referência."

Os testes atuais utilizados para detectar a sífilis podem levar até três semanas para apresentar os resultados. Estes testes requerem agentes químicos, pessoal treinado e um fornecimento contínuo de energia elétrica, que não estão facilmente disponíveis em algumas partes do mundo. Os testes rápidos e POC podem ser realizados em um dedo do paciente com resultados disponíveis em 20 minutos.

"Nosso estudo tem importantes implicações em todo o mundo para as populações que vivem em áreas rurais, com acesso limitado a cuidados de saúde. Esses testes oferecem o potencial para para realização de triagens de primeira linha em ambientes onde as pessoas têm dificuldade de acesso a um atendimento médico ou onde os laboratórios levam mais de uma semana para entregar resultados," completa o pesquisador.

Hoje, cerca 50 milhões de pessoas no mundo estão sendo tratados de sífilis e cerca de 12 milhões de novos casos são diagnosticados a cada ano. No entanto, quase 90% dos infectados não sabem que tem a doença. O Center for Disease Control (CDC) dos EUA, muitas vezes refere-se a sífilis como o "grande imitador", porque muitos de seus sintomas são semelhantes aos de outras doenças.

Veja o artigo completo na PLoS ONE

Fonte: Isaude.net