Geral
26.02.2013

Equipe internacional desenvolve nova droga capaz de combater pandemias de gripe

Droga provou ser eficaz na prevenção da propagação de diferentes cepas de influenza em laboratório, incluindo estirpes resistentes

Imagem: CSIRO and Magipics
Gráfico de vírus com drogas ligados na célula.
Gráfico de vírus com drogas ligados na célula.

Cientistas internacionais projetaram uma nova droga capaz de proteger contra cepas de gripe causadoras de epidemia e pandemia.

A nova droga provou ser eficaz na prevenção da propagação de diferentes estirpes de influenza em modelos laboratoriais, incluindo as estirpes resistentes do vírus.

A descoberta é o resultado de uma colaboração entre cientistas da CSIRO, na Austrália, da Universidade de British Columbia, no Canadá, e da Universidade de Bath, no Reino Unido.

De modo a infectar as células, os vírus da gripe se ligam a açúcares na superfície da célula. Para ser capaz de se espalhar, eles necessitam remover estes açúcares. O novo medicamento funciona impedindo a remoção de açúcares pelo vírus e impede o vírus de infectar mais células.

A pesquisadora Jenny McKimm-Breschkin, que participou do desenvolvimento do primeiro medicamento contra a gripe Relenza, afirma que a compreensão exata de como o vírus da gripe se torna resistente a drogas tem ajudado a desenvolver uma droga melhor contra o vírus influenza. "Os pesquisadores do CSIRO mostraram que os vírus da gripe sofrem mutações constantemente e alguns tornam-se resistentes aos tratamentos disponíveis. O novo medicamento é eficaz contra estas estirpes resistentes. Como o local onde a droga se liga é encontrado em todas as estirpes de gripe, o novo medicamento deve ser eficaz, mesmo contra estirpes de gripe futuras", afirma McKimm-Breschkin.

A equipe ressalta que, embora mais estudos sejam necessários para determinar a eficácia contra uma ampla gama de cepas de gripe, os resultados são extremamente positivos. "Apesar das melhorias recentes na produção de vacinas, quando uma nova cepa de gripe emerge, pode levar vários meses antes que as vacinas estejam disponíveis para o público. Esta droga antiviral poderia desempenhar um papel importante como a primeira linha de defesa no controle de uma pandemia enquanto as vacinas são preparadas", destacam os pesquisadores.

A pesquisa foi publicada na revista Science.

Fonte: Isaude.net