Saúde Pública
13.02.2013

Novo tratamento acelera cicatrização de úlceras hansênicas no Amazonas

O novo processo para tratar feridas crônicas está reduzindo em até 50% necessidade de cirurgias, incluindo amputações

Foto: CMS
Novo protocolo está reduzindo número de cirurgias e aumentando os casos de cicatrização de úlceras crônicas decorrentes de Hanseníase
Novo protocolo está reduzindo número de cirurgias e aumentando os casos de cicatrização de úlceras crônicas decorrentes de Hanseníase

Um novo protocolo de tratamento, coordenado pela Policlínica Antonio Aleixo, do Governo do Amazonas, está aumentando os casos de cicatrização de úlceras crônicas e reduzindo a necessidade de cirurgias decorrentes de hanseníase e diabetes. Referência no tratamento de úlceras hansênicas de alta complexidade, o Centro de Reabilitação da Policlínica conseguiu reduzir em 50% o número de casos que precisam ser encaminhados para cirurgia, incluindo amputações.

A formatação do novo método de tratamento das feridas crônicas nas unidades de saúde da Colônia Antônio Aleixo(que consta de dois hospitais e três unidades básicas de saúde), incluiu um cuidadoso processo de observação dos critérios que eram considerados na classificação das feridas pelo grau de gravidade, dos procedimentos adotados para realização dos curativos e dos resultados obtidos com os medicamentos então utilizados.

O objetivo era identificar a necessidade de revisão de critérios, substituição de técnicas e de medicamentos. "Hoje, seguramente temos um processo mais eficaz, inclusive com o registro de 26 úlceras hansênicas cicatrizadas , além de reduzir pela metade o número de casos que precisaram de intervenção cirúrgica ", comemora o diretor da Policlínica, José Cesar de Carvalho.

Segundo levantamento realizado pela Policlínica, na Colônia Antonio Aleixo vivem cerca de 500 pessoas vitimadas pela Hanseníase, que não são mais portadoras da doença, mas ficaram com sequelas da infecção. Destas, aproximadamente 200 convivem com feridas crônicas, que exigem tratamento permanente.

De acordo com o diretor da Policlínica , 82% desses pacientes estão acima dos 50 anos e contraíram a doença entre os anos 1940 e 1970. "Nosso foco é no tratamento, mas trabalhamos também na prevenção dessas feridas", diz José Cesar.

Implantado em 2011, o novo protocolo foi aplicado através de uma equipe treinada pelo Ministério da Saúde em Manaus, que funcionou como multiplicadora do novo tratamento e hoje, além da Policlínica, a Colônia Antonio Aleixo conta com três UBS e os hospitais Geraldo da Rocha e Chapot Prevost.

Fonte: Isaude.net