Geral
07.02.2013

Acompanhar amamentação dos filhos ajuda homem a construir ambiente colaborativo

A participação masculina não mostra só a sua integração na experiência mãe e filho, mas é uma forma de cumprir o papel de pai

Foto: Vitalinka/Stock Photo
Acompanhar o processo de amamentação faz com que os homens tenham condições para entender e apoiar suas companheiras
Acompanhar o processo de amamentação faz com que os homens tenham condições para entender e apoiar suas companheiras

A participação do processo de amamentação dos filhos, além de ser importante na preparação do homem para a paternidade, constrói um ambiente doméstico colaborativo. De acordo com a professora e doutora em Enfermagem, Tereza Lais Menegucci Zutin, " a percepção dos homens, em sua maioria, é de que acompanhar o processo de amamentação do filho representa uma experiência marcante" .

Lais é autora do estudo A posição do homem no processo de amamentação: um ensaio sobre a produção de sentidos, apresentado na Escola de Enfermagem (EE) da USP sob orientação da professora Isilia Aparecida Silva. Para realizar sua pesquisa de doutorado, iniciada em 2008, a professora entrevistou sete homens, residentes no Município de Marília, em São Paulo, de qualquer idade, condição socioeconômica e cor, que fossem pais de bebês nascidos na Maternidade Gota de Leite. Outro critério estabelecido foi de que estes homens morassem com as mães dos seus filhos pelo menos desde o nascimento destes. Dessa forma, submeteu esses homens a questionários e entrevistas para verificar as impressões masculinas durante processos de aleitamento.

A Associação Feminina de Marília Maternidade " Gota de Leite" é uma instituição que completou 82 anos de assistência em Marília. Nesta instituição, a maioria dos seus leitos são destinados à rede SUS, ainda que também receba pacientes particulares. Além da realização de partos e outras assistências pré-natais, na Associação são oferecidos às famílias cuidados após o nascimento dos bebês, inclusive com campanhas de estímulo ao aleitamento dos recém-nascidos por suas próprias mães.

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Fonte: USP