Saúde Pública
01.02.2013

Anvisa esclarece sobre incidente com ressonância magnética em Campinas

Análise de sangue dos três pacientes que morreram no município apontou sofrimento hepático e necroses no fígado

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgou um comunicado, nesta sexta-feira (1), com esclarecimentos sobre os incidentes ocorridos, na última segunda-feira (28), em Campinas (SP), no Hospital Vera Cruz, após a realização de procedimento de ressonância magnética.

Segundo a agência, para auxiliar no diagnóstico, muitas vezes é necessária a utilização de contraste, que é injetado na veia do paciente para melhor visualização das imagens. A análise de sangue nos três pacientes que morreram no município apontou sofrimento hepático e necroses no fígado de todos os pacientes.

Ainda segundo a nota, foram enviados técnicos ao município para acompanhar e auxiliar as investigações coordenadas pela Vigilância Sanitária local. Além disso, as amostras dos produtos utilizados durante os procedimentos de ressonância nuclear magnética, no hospital onde ocorreram as mortes, foram encaminhadas pela Vigilância Sanitária local para o Instituto Adolfo Lutz para análise.

De acordo com Anvisa, não há elementos suficientes que justifiquem a interdição dos produtos em todo o território nacional.

A agência reguladora destacou a que a Ressonância Nuclear Magnética é utilizada de modo rotineiro em hospitais do mundo todo, sendo considerado um procedimento seguro para a obtenção destas imagens, que servem como auxílio para diagnóstico de doenças como dores de cabeça, doenças nos músculos, ossos e articulações, investigação de tumores, entre outros.

A nota ressalta que os pacientes devem ser previamente investigados quanto à utilização de próteses metálicas, alergia ao contraste ou outras condições que prejudiquem ou impeçam a realização do exame. Os casos de reação alérgica são facilmente diagnosticados e geralmente reversíveis.

Veja o comunicado da Anvisa aqui.

Também, nesta semana, a Vigilância Sanitária do Paraná interditou cautelarmente medicamentos usados em ressonância magnética no estado. Ao todo, seis lotes de medicamentos utilizados em exames desse tipo estão interditados. As clínicas e hospitais do estado deverão recolher os produtos e não utiliza-los mais em procedimentos até que eles sejam liberados novamente.

A Secretaria Estadual de Saúde informou que a medida vale enquanto a Anvisa e o governo de São Paulo apuram as causas para as três mortes ocorridas em Campinas.

Fonte: Isaude.net