Profissão Saúde
25.01.2013

Para FENAM, médicos formados no exterior não atendem necessidades do país

Segundo federação de médicos, a qualidade do ensino de médicos estrangeiros para trabalhar no Brasil ainda "é duvidosa"

A Federação Nacional dos Médicos (FENAM) entende que o Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos (REVALIDA) é um exemplo de que a qualidade do ensino de médicos estrangeiros para trabalhar no Brasil é duvidosa. "Comprovadamente, os médicos formados no exterior não correspondem às necessidades do mercado brasileiro, a formação é duvidosa, precária e deficiente. Prova disso foi o resultado do último Revalida que admitiu apenas 14% dos inscritos.", ressaltou o presidente da FENAM, Geraldo Ferreira.

Essa é a posição da entidade em relação à matéria publicada nessa quarta-feira (23) pela Agência Brasil, a qual aponta que os prefeitos enfrentam dificuldades para contratar médicos e pretendem traze-los do exterior. O tema foi abordado pelo presidente da Associação Brasileira de Municípios (ABM), Eduardo Tadeu, durante uma reunião com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

Segundo Tadeu, as prefeituras tentam de várias formas a contratação, mas não conseguem preencher os cargos. "Médicos graduados fora do país poderiam prestar serviços nos municípios mais necessitados, principalmente na atenção básica. O governo poderia flexibilizar o exame exigido para esses profissionais, até mesmo reconhecendo algumas faculdades estrangeiras", sugeriu. Ele ainda defendeu a ampliação das vagas nas faculdades de medicina.

A FENAM entende que para solucionar o problema é preciso estabelecer programas com subsídios ou convênios com os municípios para os profissionais da saúde, valorizando o médico brasileiro. "A maioria das prefeituras não tem condições de pagar os médicos, o governo precisa estimular os municípios a criar planos de carreira, piso salarial e se comprometer com repasses para os municípios carentes, só assim teremos contratação nacional adequada".

Fonte: FENAM