Saúde Pública
24.01.2013

Estudo analisa perfil de pacientes portadores de câncer de boca no Amazonas

Baixo número de pesquisas voltadas para doenças bucais no estado levou a desenvolvimento de estudo sobre o tema

Pesquisa realizada no Amazonas está analisando o perfil epidemiológico e a sobrevida de pacientes portadores de câncer de boca. A pesquisa busca identificar o perfil epidemiológico e analisar a sobrevida de pacientes acometidos por câncer de boca, que passaram por tratamento na Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (FCecon) no período de 2004 a 2011.

Segundo a estudante de Odontologia do Centro Universitário do Norte (UniNorte), Luciana Rocha Strieder, e que desenvolve a pesquisa, a ideia é que a partir dos resultados, futuramente, seja possível traçar um perfil destes pacientes e, com isso, contribuir para a realização de campanhas de prevenções.

A estudante explica que o procedimento foi realizado com pacientes atendidos na FCecon. Os prontuários selecionados para a análise deveriam ser de pacientes maiores de 18 anos de ambos os gêneros, que foram diagnosticados com a doença entre 2004 a 2011.

Resultados

" Foram analisados 277 prontuários dos quais 42 se enquadraram nos termos de inclusão e exclusão. As análises incluem gênero, idade, raça, localização da lesão, tratamento e mortalidade" , explicou.

De acordo com os resultados preliminares " Dos 42 pacientes analisados, 31 eram do gênero masculino e 11 do gênero feminino. Houve predileção das lesões pela língua com 30 acometimentos e a média de idade foi de 58 anos. Mais de 50% dos pacientes eram fumantes ou ex-fumantes. De acordo com o Sistema de Informações de Mortalidade do Amazonas (SIM), 20 pacientes selecionados para a pesquisa vieram a óbito por motivos relacionado à doença" , disse a pesquisadora.

Como resultado, ela ressalta que no primeiro ano de pesquisa, de 2011 a 2012, foram obtidos resultados apenas parciais. " Conseguimos atingir o objetivo de identificar o perfil epidemiológico e este foi como esperado e já visto em outros trabalhos feitos em várias regiões do Brasil, porém, a sobrevida não foi possível ser identificada. Os prontuários são incompletos o que dificulta a análise de dados. Por esse fato, a pesquisa se estendeu por mais um ano, com a conclusão prevista para 2013" , finalizou.

Com informações da Fapeam

Fonte: Isaude.net