Profissão Saúde
22.01.2013

Fenam é contra proposta sobre serviços sociais para médicos recém graduados

Condição que estabelece atendimento médico em municípios com menos de 30 mil habitantes desagrada categoria

O projeto de lei de autoria do senador Cristovam Buarque (PDT-DF), está causando polêmica entre os profissionais da medicina, ao propor que médicos recém graduados com recurso público devem prestar serviços em municípios com menos de 30 mil habitantes, bem como em comunidades carentes localizadas em regiões metropolitanas.

A Federação Nacional dos Médicos (FENAM) é contra o Projeto .Segundo o presidente da Fenam, Geraldo Ferreira, a proposição pode ser uma tentativa de substituir o plano de carreira. "É preciso deixar claro que este Projeto não pode ter a intenção de substituir o trabalho médico, os profissionais devem ser levados a estes locais distantes por meio de piso salarial adequado e concurso público e não como uma benéfice de troca por ter estudado em universidade pública", observa.

O projeto de lei ainda prevê que o exercício social da profissão de médico deve ser cumprido em jornada integral e exclusiva de 40 horas semanais, e exige que as instituições superiores públicas e as privadas que tenham estudantes em regime de gratuidade integral custeadas pelo poder público incluam na organização de seus cursos conteúdos para treinar o futuro médico no exercício social da profissão.

A Fenam, junto com as entidades médicas, possui a Comissão de Assuntos Políticos (CAP) que faz a analise cuidadosa do PLS 168/2012, definindo pareceres que serão levados aos relatores para que ele seja editado. "Estamos trabalhando para que esse Projeto não seja aprovado", afirma Ferreira.

Fonte: Isaude.net