Geral
22.01.2013

Medicamento protege contra efeitos colaterais da quimioterapia

Calmangafodipir reduziu a formação de tumores e protegeu as células brancas do sangue em testes com camundongos

Um medicamento desenvolvido na Universidade de Linköping, na Suécia, protege contra os efeitos colaterais dos tratamentos anticâncer, enquanto reforça os efeitos sobre o tumor.

Os resultados dos estudos com o composto, conhecido como calmangafodipir, foram publicados na revista Translational Oncology.

A pesquisa foi iniciada com uma substância chamada mangafodipir, usada como um meio de contraste em exames de ressonância magnética. Mas farmacologistas descobriram que ela também protegeu as células saudáveis em tratamentos do câncer.

"Nós descobrimos que a substância pode afetar a formação de radicais livres de oxigênio, que são a causa de efeitos colaterais da quimioterapia", afirma o autor da pesquisa Rolf G. G. Andersson.

Por exemplo, o número de células brancas do sangue diminui drasticamente em quase todos os pacientes, o que abre as portas para as infecções que podem ser fatais.

Os pesquisadores realizaram testes com células e, em seguida, passaram para ratos infectados com células cancerígenas. Os animais foram tratados com quimioterapia e receberam mangafodipir, ao mesmo tempo.

Os resultados mostraram que a formação do tumor diminuiu, enquanto as células brancas do sangue foram protegidas.

Um problema é que uma grande porção do manganês da substância foi liberada, como consequência, o efeito positivo diminuiu. O manganês também pode ser tóxico e causar danos cerebrais.

"Nós refizemos a substância e substituímos o manganês com cálcio. Isto rendeu um complexo mais estável, que acabou por ser ainda melhor na proteção das células, aumentando assim o efeito anticâncer", observa Andersson.

O efeito do mangafodipir foi confirmado em um estudo menor com pacientes com câncer do cólon.

A droga está sendo desenvolvida pela empresa PledPharma AB e será comercializado sob a marca PledOx ®.

Um estudo de fase 2 envolvendo pacientes com câncer do intestino grosso foi recentemente iniciado. Os resultados são esperados para o final do ano.

Veja mais detalhes sobre esta pesquisa (em inglês).

Fonte: Isaude.net