Geral
20.01.2013

Exame de sangue identifica pacientes com trauma em maior risco de morte

Pesquisa sugere que algumas vítimas de trauma são até 58 mais propensas a morrer, independente da gravidade dos ferimentos

Cientistas do Intermountain Medical Center, nos EUA, descobriram que um exame de sangue simples e barato realizado em pacientes com trauma pode ajudar a identificar aqueles com maior risco de morte.

A pesquisa, realizada com mais de 9.500 pacientes, mostrou que alguns pacientes vítimas de trauma são até 58 vezes mais propensos a morrer do que os outros, independentemente da gravidade dos ferimentos originais.

Segundo os pesquisadores, os resultados fornecem informação importante sobre o prognóstico a longo prazo de pacientes com trauma, algo antes não bem compreendido.

"Os resultados foram muito surpreendentes", afirma a pesquisadora Sarah Majercik, cuja equipe descobriu uma ferramenta chamado Índice de Risco Intermountain para prever a mortalidade em pacientes com traumas.

A ferramenta informatizada combina fatores como idade, sexo e exames de sangue comuns, conhecidos como hemograma completo e o perfil metabólico básico para determinar o risco de mortalidade de um indivíduo.

Todos os componentes da ferramenta têm sido úteis para avaliar indivíduos com problemas médicos tais como insuficiência cardíaca ou doença pulmonar crônica. Mas, até agora, a ferramenta não tinha sido testada em pacientes de trauma internados devido a acidente ou lesão traumática.

Majercik e seus colegas analisaram casos de 9.538 pacientes que foram internados no hospital com trauma durante um período de seis anos. Usando a ferramenta, eles categorizaram os pacientes de acordo com níveis de risco como alto, moderado e baixo.

Homens de alto risco foram cerca de 58 vezes mais prováveis de morrer dentro de um ano do que homens de baixo risco. Os homens com um risco moderado tinham quase 13 vezes mais chances de morrer do que aqueles com baixo risco.

Mulheres de alto risco tinham 19 vezes mais probabilidade de morrer dentro de um ano do que mulheres de baixo risco. E as mulheres com risco moderado tinham cinco vezes mais chances de morrer do que aquelas com baixo risco.

Segundo Majercik, a pesquisa vai dar aos médicos uma maneira rápida e simples para entender melhor a condição de seus pacientes, e pode levar a novas estratégias de tratamento que podem reduzir o risco de morte.

Fonte: Isaude.net