Geral
16.01.2013

Pesquisa sugere que sintomas do autismo podem desaparecer com o envelhecimento

Descoberta de pesquisadores dos EUA desafia a crença generalizada de que o autismo é uma condição que dura por toda a vida

Foto: Digital Graphics
Estudo realizado nos EUA sugere que algumas crianças podem superar o autismo
Estudo realizado nos EUA sugere que algumas crianças podem superar o autismo

Pesquisadores dos EUA descobriram que algumas crianças diagnosticadas com autismo perdem seus sintomas à medida que envelhecem.

A pesquisa desafia a crença generalizada de que o autismo é uma condição que dura por toda a vida.

Apesar de não ser conclusivo, o estudo sugere que algumas crianças possivelmente superam o autismo. No entanto, os especialistas pedem cautela.

A pesquisadora Deborah Fein e sua equipe da Universidade de Connecticut estudaram 34 crianças que tinham sido diagnosticadas com autismo na infância, mas que passaram a apresentar desenvolvimento tão normal quanto o de outras 34 crianças de suas salas de aulas.

Em testes cognitivos e de observação, bem como relatórios dos pais das crianças e da escola, as crianças com autismo eram indistinguíveis de seus colegas normais. Eles agora não mostravam mais nenhum sinal de problemas com a linguagem, reconhecimento de face, comunicação ou interação social.

Para comparação, os pesquisadores também estudaram mais 44 crianças da mesma idade, sexo e nível de QI que tiveram um diagnóstico de autismo.

Os pesquisadores dizem que há uma série de possíveis explicações para suas conclusões. Pode ser que algumas crianças realmente superem sua condição. Ou, talvez, alguns podem compensar as dificuldades relacionadas ao autismo.

"Apesar do diagnóstico do autismo não ser normalmente perdido ao longo do tempo, os resultados sugerem que há uma grande variedade de resultados possíveis. Os relatórios subsequentes deste estudo devem nos dizer mais sobre a natureza do autismo e o papel da terapia e outros fatores no resultado a longo prazo para essas crianças", afirma o pesquisador Thomas Insel.

A pesquisa foi publicada no Journal of Child Psychology and Psychiatry.

Fonte: Isaude.net