Geral
15.01.2013

Motoristas idosos levam 40% mais tempo para reagir na direção

Diante de uma situação que exija frenagem mais rápida, idoso deve dirigir em condições mais propícias, diz médica da USP

Foto: Photobucket
Idosos têm tempo de reação até a frenagem 39,6% maior em relação a adultos jovens
Idosos têm tempo de reação até a frenagem 39,6% maior em relação a adultos jovens

Estudo realizado pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) aponta que motoristas idosos têm tempo de reação até a frenagem 39,6% maior em relação a adultos jovens.

" Com esta demora na reação diante de uma situação que exija uma frenagem mais rápida, é recomendado que o idoso dirija em condições mais propícias" , diz a médica Júlia Greve, orientadora da pesquisa.

O teste, realizado num simulador, mostrou que a média do tempo de reação a partir da placa " Pare" até a frenagem foi de 1,34 segundo para os idosos, enquanto para o grupo controle de adultos jovens esse tempo foi de 0,96 segundo.

A diferença do tempo gasto entre idosos e o grupo controle de adultos jovens para realizar o percurso foi de 7%.

Segundo a fisioterapeuta Angélica Castilho, do Instituto de Ortopedia e Traumatologia do HC, esta não foi uma diferença de tempo muito significativa. " Com o passar dos anos, as pessoas tendem a ficar mais cuidadosas e a dirigirem de forma mais devagar" , explica.

A idade dos motoristas avaliados foi de 74,3 anos para homens e 69,4 para mulheres. Eles dirigem em média há 48,5 anos, e elas há 40,6 anos. Apesar do tempo de reação maior, 97% dos participantes do estudo não se envolveram em acidentes nos últimos 5 anos, nem foram multados no último ano.

Os carros das mulheres têm em torno de 5,7 anos , e o dos homens 10,7 anos. Todos os avaliados dirigem seus veículos em dias de chuva, vias congestionadas, e no horário do rush. A maior parte dos motoristas pesquisados 73% mulheres e 87% homens dirige a noite.

Trocar de faixa, fazer baliza, rampas, e leitura de placas são manobras que representam certo grau de dificuldade para 33% das mulheres, e para 26,65% dos homens. A distância não é um problema para maioria dos condutores 100% dos homens e 87% das mulheres dirige em qualquer lugar.

Todos os entrevistados durante a pesquisa se consideraram cuidadosos no trânsito. Das mulheres, 27% já pensaram em parar de dirigir, e dos homens, apenas 13%. " Recomendação médica, pedido familiar, facilidade de usar outro meio de transporte, ou a auto-percepção de incapacidade são os motivos que levariam o grupo pesquisado a parar de dirigir' , finaliza Angélica.

Fonte: Isaude.net