Geral
14.01.2013

Casamento está associado a melhor sobrevivência na meia idade

Pesquisa sugere que pessoas que não têm um cônjuge por volta dos 40 anos de idade estão em maior risco de morte prematura

Foto: Anpet 2000/Foto Stock
Pesquisa sugere que ter um parceiro fixo durante a meia idade é protetor contra a morte prematura
Pesquisa sugere que ter um parceiro fixo durante a meia idade é protetor contra a morte prematura

Casamento está associado a uma melhor sobrevivência na meia idade. É o que revela estudo realizado por pesquisadores da Duke University Medical Center, nos EUA.

A pesquisa sugere que pessoas que não têm um parceiro permanente, ou cônjuge, por volta dos 40 anos de idade estão em maior risco de morte prematura.

A sobrevivência até a meia idade para se tornar idoso é esperada, por isso a compreensão de quem não sobrevive e por que isso acontece é importante.

Ilene Siegler e seus colegas examinaram o efeito do casamento e do tempo de casamento sobre a morte prematura durante a meia idade.

A equipe analisou dados de 4.802 indivíduos que participaram de um estudo que contou com indivíduos nascidos em 1940. Os autores estavam particularmente interessados na estabilidade e nas mudanças entre pessoas casadas e aquelas sem parceiros fixos durante a meia idade, avaliando a personalidade no início da faculdade (idade média de 18 anos), o nível socioeconômico e comportamentos de risco.

Os resultados mostraram que ter um parceiro fixo durante a meia idade é protetor contra a morte prematura. Aqueles que nunca se casaram tinham risco mais de duas vezes maior de morrer mais cedo do que aqueles que estavam em um casamento estável durante toda a vida adulta.

Ser solteiro, ou perder um parceiro, sem ' reposição' , aumentou o risco de morte prematura durante a meia idade e reduziu a probabilidade de que sobrevivência até a terceira idade. Mesmo quando os comportamentos de personalidade e de risco foram levados em conta, o estado civil continuou a ter um grande impacto na sobrevivência.

"Nossos resultados sugerem que a atenção ao estado civil é importante para essa parcela da população. Estes padrões parecem fornecer diferentes níveis apoio emocional e funcional, que tem sido mostrado para serem relacionados com a mortalidade. Laços sociais durante a meia idade são importantes para nos ajudar a entender a mortalidade prematura", concluem os autores.

A pesquisa foi publicada na revista Annals of Behavioral Medicine.

Fonte: Isaude.net