Profissão Saúde
10.01.2013

Sindicato médico de SP avalia como positivo proibição da venda de planos

Para o presidente do Simesp, Cid Carvalhaes, a medida comprova a legitimidade do movimento médico nacional

O Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp) considerou positivo o impedimento da comercialização de 225 planos de 28 operadoras de saúde pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

Nesta quinta-feira (10), é a terceira vez, desde julho do ano passado, que o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e o diretor-presidente da ANS, André Longo, anunciam lista de operadoras e planos de saúde que terão a comercialização de produtos suspensa por três meses por não cumprirem os prazos máximos para marcação de consultas, exames e cirurgias aos seus beneficiários. Serão suspensos 225 planos de saúde de 28 operadoras.

Para o presidente do Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp), Cid Carvalhaes, a medida comprova a legitimidade do movimento médico nacional. " A medicina suplementar tem agido de forma desrespeitosa em relação aos médicos e pacientes, impedindo procedimentos e interferindo na autonomia profissional e nas internações hospitalares, criando uma série de atropelos aos pacientes. Nós esperamos que, com essas medidas, os planos de saúde se sensibilizem para a sua responsabilidade legal e para o mínimo de respeito aos usuários" .

No relatório anterior, divulgado em outubro de 2012, a ANS suspendeu 301 planos de 38 operadoras por não terem cumprido os prazos de atendimento. Em julho, foram suspensos 268 planos de saúde de 37 operadoras.

Fonte: Isaude.net