Profissão Saúde
07.01.2013

"Carreira médica em São Paulo está aquém das expectativas", diz sindicato

Segundo presidente do Simesp, critérios de enquadramento não são claros e os interstícios para promoções são longos

Foto: Elza Fiúza/ABr
Cid Carvalhaes, presidente do Sindicato dos Médicos do Estado de São Paulo (Simesp)
Cid Carvalhaes, presidente do Sindicato dos Médicos do Estado de São Paulo (Simesp)

Após avaliação do texto final aprovado, o Sindicato dos Médicos do Estado de São Paulo (Simesp) chegou à conclusão de que a oferta do governo não é vantajosa para os médicos que já trabalham no serviço público. De acordo com Cid Carvalhaes, presidente do Simesp, os critérios de enquadramento não são claros e os interstícios para promoções são longos. " Se um médico hoje com mais de 20 anos de exercício for enquadrado na primeira classe, não terá tempo hábil para chegar à terceira, a menos que possa trabalhar por mais 20 anos antes de completar 70 anos de idade" , relata.

Outro aspecto é a criação da categoria de 40 horas semanais de trabalho com dedicação exclusiva. Apesar de a ideia ser positiva, o número reduzido de vagas para esta classe deixa o sistema defasado. " O projeto limita pouco mais de 1.200 vagas para essa jornada. É um número pequeno para atender à crescente demanda assistencial da população" , explica Carvalhaes.

Para o Simesp, a medida apresentada pelo governo tem avanços, mas ainda insuficientes, especialmente no que remete à remuneração. " Esses valores não vão fixar nem atrair profissionais, que, de fato, terão cerca de 20% a 25% de aumento na remuneração atual. É um projeto bem dissociado do que o Sindicato havia proposto à administração estadual" , avalia o presidente do Sindicato.

Fonte: SIMESP