Geral
05.01.2013

Vapor de peróxido de hidrogênio melhora desinfecção de hospitais

Técnica é capaz de matar e evitar a disseminação de bactérias resistentes a medicamentos, as chamadas superbactérias

Foto: Lucidwaters/Foto Stock
Limpeza reduziu em 64% o número de doentes que mais tarde se tornaram contaminados com patógenos resistentes
Limpeza reduziu em 64% o número de doentes que mais tarde se tornaram contaminados com patógenos resistentes

Cientistas da Johns Hopkins University, nos EUA, descobriram que o uso de vapor de peróxido de hidrogênio é eficaz para a esterilização de quartos de hospitais.

A pesquisa sugere que o vapor em combinação com dispositivos robóticos é capaz de matar e evitar a disseminação de bactérias resistentes a medicamentos, ou superbactérias.

No estudo, a equipe colocou os dispositivos em quartos individuais de hospitais, após a limpeza de rotina, para dispersar uma película fina de peróxido de hidrogênio sobre todos os equipamentos expostos, bem como no chão e nas paredes.

Os resultados mostraram que a limpeza reduziu em 64% o número de doentes que mais tarde se tornaram contaminados com organismo resistentes. Além disso, os investigadores verificaram que a proteção contra a infecção foi conferida aos pacientes independentemente se o ocupante anterior do quarto foi infectado com bactérias resistentes aos medicamentos, ou não.

"Vapor de peróxido de hidrogênio representa um avanço tecnológico importante na prevenção da propagação de bactérias perigosas no interior dos hospitais e, especialmente, de um paciente para outro, mesmo que os pacientes doentes nunca tenham estado em um quarto ao mesmo tempo", afirma o pesquisador sênior Trish Perl.

Segundo os pesquisadores, a limpeza reforçada com o vapor reduziu em 80% as chances de um paciente adquirir infecções pela bactéria difícil de tratar vancomycin-resistant enterococci (VRE).

"Os resultados do nosso estudo são a prova de que as soluções tecnológicas, quando combinadas com a limpeza padrão, pode efetivamente esterilizar quartos dos pacientes e aumentar outras práticas comportamentais", afirma Perl.

De acordo com Perl, nosso objetivo é melhorar todas as práticas de controle de infecção, incluindo a limpeza e desinfecção, bem como as práticas comportamentais e ambientais, a ponto de impedir a propagação destes organismos resistentes também minimiza as chances de se infectar pacientes e melhorar suas chances de recuperação.

Após a dispersão do peróxido no quarto limpo, o dispositivo robótico é inserido no local para dispersar a substância, deixando uma camada muito pequena, quase invisível em todas as superfícies expostas, incluindo teclados e monitores, bem como cadeiras.

Como o peróxido de hidrogênio pode ser tóxico para os seres humanos se ingerido e corrosivo se deixado sobre a pele durante muito tempo, outro dispositivo é usado para decompor o alvejante em água e oxigênio. A operação combinada com os dispositivos leva cerca de uma hora e meia para ser concluída.

Fonte: Isaude.net