Saúde Pública
27.12.2012

Governo investe mais de R$ 12 milhões no combate a doenças não transmissíveis

Recursos serão aplicados em ações estratégicas para combater reduzir índice de morte de pessoas com até 70 anos de idade.

Foto: Antonio Cruz/ABr
Teste para nível de glicose no sangue. Programa prevê atendimento médico em casa para pacientes com dificuldade de locomoção
Teste para nível de glicose no sangue. Programa prevê atendimento médico em casa para pacientes com dificuldade de locomoção

O Ministério da Saúde destinará R$ 12,5 milhões ao Plano de Ações Estratégicas para o Enfrentamento das Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT). O valor será distribuído entre os fundos de saúde estaduais, municipais e do Distrito Federal (DF).

Cada estado e o DF receberão entre R$ 175 mil e R$ 250 mil a serem investidos no fortalecimento e implementação das ações previstas pelo plano do governo. O Plano de Ações Estratégicas para o Enfrentamento de DCNT prevê ações até 2022. O objetivo é reduzir em 2% ao ano a taxa de mortalidade prematura de pessoas com até 70 anos de idade, em decorrência de doenças como câncer, diabetes, infarto, acidente vascular cerebral e doenças respiratórias.

O programa prevê atendimento médico em casa para pacientes com dificuldade de locomoção que não precisam ser hospitalizados e criação de leitos de retaguarda nas enfermarias dos hospitais para atendimento dos que ainda necessitam de cuidados depois de passar por intervenções de urgência nas próprias enfermarias.

Também prevê a implantação de unidades específicas nos hospitais para o atendimento de doentes cardíacos e de vítimas de acidente vascular cerebral e cobertura de exame de colo de útero para mais de 80% das mulheres de 25 a 64 anos de idade.

Além disso, está prevista a oferta universal (100%) do tratamento para quem tiver o diagnóstico de câncer de mama ou de útero, os dois tripos de tumores malignos que mais matam as brasileiras. A meta é atingir a relação de 196 casos por 100 mil habitantes até 2022. Em 2011, a relação era de 255 vítimas para cada grupo de 100 mil habitantes.

Fonte: AGÊNCIA BRASIL