Geral
17.12.2012

Pesquisa avalia custo-efetivo de medicamentos para osteoporose por idade

Estudo da UFMG avalia eficiência dos princípios ativos em cinco faixas etárias de mulheres na pós-menopausa

Foto: MS
Osteoporose é vista como um problema de saúde pública por estar relacionada a altos índices de mortalidade e gerar um volume significante de gastos para o SUS
Osteoporose é vista como um problema de saúde pública por estar relacionada a altos índices de mortalidade e gerar um volume significante de gastos para o SUS

A osteoporose, doença comum em idosos causada pela baixa densidade mineral dos ossos, proporcionando fraturas de fragilidade, é vista como um problema de saúde pública por estar relacionada a altos índices de morbidade e mortalidade e gerar um volume significante de gastos para o Sistema Único de Saúde (SUS).

Buscando conhecer a relação custo-efetividade dos medicamentos disponíveis para o tratamento da osteoporose no SUS, a pesquisadora Cristina Ruas Brandão, doutora em Saúde Pública pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), concluiu estudo que avalia a eficiência dos princípios ativos em cinco faixas etárias de mulheres na pós-menopausa, indo dos 40 até 80 anos ou mais.

De acordo com a autora, levando em conta a relação entre o número de quedas e a idade de início da terapia, o tratamento medicamentoso é mais custo-efetivo somente a partir dos 60 anos de idade. " Antes disso, medidas não farmacológicas de prevenção são mais recomendadas" , explica Cristina.

Nas duas faixas etárias seguintes, apenas dois fármacos se mostraram efetivos, sendo que para a primeira faixa etária, de 50 a 59 anos, o alendronato de sódio se destacou quanto à custo-efetividade, e para a segunda faixa etária, de 60 a 69 anos, apenas o denosumabe. Nas duas avaliações foram levados em conta a incidência de fraturas para cada idade e benefício terapêutico oferecido por cada medicamento.

Na faixa etária de 70 a 79 anos e 80 anos ou mais, mais uma vez, apenas o Alendronato se mostrou custo-efetivo na avaliação econômica. O alendroanto está disponível no SUS em postos de saúde, já o denosumabe, por ser um medicamento novo, ainda carece de mais estudos para avaliar sua efetividade e segurança.

De acordo com Cristina, este estudo aponta para necessidade de mais conscientização para a prevenção da doença. "É muito importante que, além da terapia medicamentosa, existam mais atividades relacionadas à prevenção, em especial por se tratar de uma doença silenciosa, que não apresenta sintomas até o aparecimento das fraturas" , disse.

Prevenção

A autora cita algumas iniciativas que podem evitar o aparecimento da doença e prevenir quedas que resultem em fraturas. " Tomar sol durante 10 minutos diários aumenta a produção de vitamina D; a ingestão de alimentos que contenham cálcio, em especial os derivados do leite, fortalece os ossos; evitar cigarro e álcool; cuidar do ambiente para que este se torne mais seguro, como por exemplo, a instalação de corre-mãos e apoios que auxiliem os idosos na sua locomoção e, no caso de pessoas com mais de 65 anos, fazer o exame de densitometria óssea" , enumera.

Fonte: Isaude.net