Geral
03.12.2012

SP vai produzir dois remédios contra rejeição de transplantes para o SUS

Transferência de tecnologia para a Furp, laboratório do governo de São Paulo, irá beneficiar 28 mil pacientes em todo o país

Foto: Du Amorim/Gov. de São Paulo
Flávio Vormittag, superintendente da Furp e Geraldo Alckmin, governador de São Paulo, durante o anúncio da produção de medicamentos contra rejeição de transplantes
Flávio Vormittag, superintendente da Furp e Geraldo Alckmin, governador de São Paulo, durante o anúncio da produção de medicamentos contra rejeição de transplantes

A Fundação para o Remédio Popular (Furp), laboratório farmacêutico do governo do Estado de São Paulo, irá produzir dois medicamentos para tratamento de pacientes submetidos a transplantes com distribuição gratuita pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Por meio de parceria com a Novartis, haverá transferência de tecnologia para que a Furp possa fabricar os remédios, beneficiando aproximadamente 28 mil pacientes brasileiros que hoje fazem uso de Micofenolato de Sódio e Everolimo, dois dos medicamentos mais utilizados para evitar a rejeição de rins e coração transplantados.

A expectativa, no entanto, é que novos pacientes sejam beneficiados a cada ano, especialmente no Estado de São Paulo, que responde por cerca de 50% dos transplantes de órgãos realizados no Brasil. De janeiro a setembro deste ano foram realizados 1.026 de rim e 60 de coração no Estado.

Segundo o médico Flávio Vormittag, superintendente da Furp, com a produção pelo laboratório oficial do governo do estado o país deverá se tornar, em poucos anos, autossuficiente na produção dos dois medicamentos, o que representará economia para os cofres públicos.

A parceria tem duração prevista de três a cinco anos, tempo para que a transferência da tecnologia esteja finalizada. O acordo ainda prevê a inclusão da transferência de tecnologia para uma variação do Everolimo adequada para o tratamento de três tipos de tumores: neuroendócrino, tumor cerebral infantil SEGA e câncer renal.

O início do processo de operação e transferência de tecnologia se dará a partir de 2013 e já em 2014 os primeiros lotes dos medicamentos poderão ser fornecidos ao Ministério da Saúde para distribuição à população.

O Ministério necessita atualmente de 259,8 mil unidades de Everolimo por ano, além de 28,8 milhões de comprimidos de micofenolato de sódio.

Fonte: Isaude.net