Geral
29.11.2012

Exercícios de curta duração provocam melhorias imediatas na memória

'Explosão' causada por atividades breves no corpo aumenta consolidação de memórias em idosos saudáveis e com déficit cognitivo

Foto: Andres Rodriguez/ Foto Stock
Seis minutos de exercícios moderados já causam aumento notável da memória, revela estudo
Seis minutos de exercícios moderados já causam aumento notável da memória, revela estudo

Exercícios moderados de curta duração aumentam a consolidação de memórias em ambos idosos saudáveis e aqueles com comprometimento cognitivo leve. É o que sugere estudos de pesquisadores da Universidade da Califórnia, nos EUA.

O estudo é o primeiro a avaliar como a 'explosão' causada por exercícios físicos breves e moderados é capaz de melhorar imediatamente a memória.

A pesquisadora Sabrina Segal e seus colegas avaliaram pessoas com 50 a 85 anos de idade com e sem déficits de memória.

Os participantes foram convidados a observar imagens agradáveis, como fotos de natureza e animais, e depois se exercitar em uma bicicleta ergométrica por seis minutos em 70% da sua capacidade máxima.

Uma hora depois, os participantes passaram por um teste de recordação surpresa sobre as imagens vistas anteriormente.

Os resultados mostraram um aumento notável da memória causado pelo exercício em ambos os adultos saudáveis e aqueles cognitivamente prejudicados, em comparação com indivíduos que não andaram de bicicleta.

"Descobrimos que exercícios moderados de curta duração melhoraram a memória particularmente em indivíduos com déficits de memória. Em função de suas implicações e da necessidade de melhor compreender o mecanismo pelo qual o exercício pode melhorar a memória, vamos seguir com uma investigação de potenciais fatores biológicos subjacentes", afirma Segal.

A equipe acredita que a melhora da memória pode estar relacionada com a liberação, induzida pelo exercício, de norepinefrina, mensageiro químico do cérebro conhecido por desempenhar um papel importante na modulação da memória.

Esta hipótese se baseia em estudos anteriores que mostraram que o aumento da norepinefrina através da manipulação farmacológica aguça a memória e que seu bloqueio prejudica memória.

Na pesquisa recente, Segal e os seus colegas descobriram que os níveis de amilase alfa salivar, biomarcador que reflete a atividade de norepinefrina no cérebro, aumentou significativamente nos participantes após o exercício. Esta correlação foi especialmente forte em pessoas com problemas de memória.

"Os resultados atuais oferecem uma alternativa natural e relativamente segura para intervenções farmacológicas para melhorar a memória em indivíduos saudáveis mais velhos, bem como aqueles que sofrem de déficits cognitivos", conclui Segal.

Fonte: Isaude.net