Ciência e Tecnologia
10.11.2012

Mapeados efeitos da radioterapia no metabolismo de células normais e cancerosas

A novidade contribui para uma maior eficácia da radioterapia em células cancerosas com menos prejuízos para células saudáveis

Foto: Docor Comunicación
Pedro Bilbao (a esq.) e José Luis Arrondo, responsáveis pela pesquisa
Pedro Bilbao (a esq.) e José Luis Arrondo, responsáveis pela pesquisa

Pesquisas realizadas pelo BioCruces Research Institute and the Biophysics Unit at the University of the Basque Country (UPV/EHU), revelaram novos conhecimentos que podem contribuir para uma maior eficácia da radioterapia ao descobrir a forma como ela afeta o metabolismo de células saudáveis e cancerosas.

A pesquisa analisou as alterações no metabolismo das células submetidas a radiação, revelando a existência de alterações na resposta dos lipídios e de proteínas para doses diferentes de radiação.

De acordo com um dos principais responsáveis pela pesquisa, Pedro Bilbao, do BioCruces Research Institute, " a radioterapia é o segundo braço terapêutico para a cura do câncer, após a cirurgia. No entanto, o conhecimento sobre como o metabolismo celular reage a diferentes doses de radiação é uma linha de pesquisa de grande interesse."

O estudo analisou os espectros de infravermelhos de ambas as células cancerosas e saudáveis, divididos em três regiões (proteínas, lipídios e ácidos nucléicos). Em seguida, utilizando o sistema 2DCOS, foi estabelecida a correlação entre as diferentes variáveis em cada linha celular, sendo observado o efeito das doses radiação e do tempo em que as células foram irradiadas.

Como um exemplo, Bilbao destaca que foi observado que uma radiação de 100 centigrays (cGy) afeta as células normais mais do que as cancerosas, ao passo que a 200 cGy as alterações induzidas pela radiação causada variação nas células cancerosas. O aumento da intensidade não muda o esquema dos mapas síncronos em células normais, mas as doses elevadas de radiação estão associadas com a falta de atividade metabólica das células cancerosas.

De acordo com José Luis Arrondo, professor do Biophysics Unit da UPV/EHU, " ainda há a necessidade de abordagens técnicas mais aprofundadas, principalmente na área computacional, a partir da análise de um espectro de redes complexas de probabilidades. É, sem dúvida, um caminho para bons resultados a médio e longo prazo na luta contra o câncer.

Fonte: Isaude.net