Profissão Saúde
09.11.2012

Conselhos de medicina disponibilizam cartilha para tratamento de queimaduras

Material elaborado pela Câmara Técnica de Queimaduras do CFM já foi distribuído para secretarias municipais e estaduais do país

Foto: Clarice Castro/SECOM/RJ
Cartilha irá auxiliar equipes de saúde na assistência imediata às vítimas de queimaduras
Cartilha irá auxiliar equipes de saúde na assistência imediata às vítimas de queimaduras

O Conselho Federal de Medicina (CFM) enviou aos conselhos regionais (CRMs) exemplares da Cartilha para Tratamento de Emergência das Queimaduras. O documento, que foi elaborado pela Câmara Técnica de Queimaduras do CFM e publicado pelo Ministério da Saúde (MS), será incorporado ao acervo das bibliotecas das instituições e disponibilizados aos médicos.

A cartilha distribuída às secretarias municipais e estaduais de saúde de todo o país auxiliam as equipes de saúde na assistência imediata às vítimas de queimaduras, reduzindo o agravo da lesão e o risco de morte.

Com tiragem de 424.500 mil exemplares, o material também já seguiu para hospitais gerais e especializados, postos e centros de saúde, unidades básicas, policlínicas, prontos-socorros geral e especializado, pronto atendimento, entre outros serviços de saúde.

Em 17 páginas, profissional encontra, inicialmente, informações sobre o principal órgão atingido pelo agravo, a pele. Em seguida, vem o passo a passo para o atendimento inicial das vítimas de queimadura em diferentes graus (1º, 2º e 3º grau), muitas vezes com extrema gravidade e risco de morte. As orientações estão baseadas na análise da superfície do corpo afetada pela queimadura, na profundidade, na extensão do agravo, no agente causador e nas circunstâncias em que ocorreram as queimaduras.

De acordo com informações da cartilha, entre os casos de queimaduras notificados no país, a maior parte ocorre nas residências das vítimas e quase a metade das ocorrências envolve a participação de crianças. Entre as queimaduras mais comuns, tendo as crianças como vítimas, estão as decorrentes de escaldamentos (manipulação de líquidos quentes, como água fervente, pela curio¬sidade característica da idade) e as que ocorrem em casos de vio¬lência doméstica. Por sua vez, entre os adultos do sexo masculino, as queimaduras mais frequentes ocorrem em situações de trabalho.

O material ainda informa que os idosos também compreendem um grupo de risco alto para queimaduras devido à sua menor capacidade de reação e às limita¬ções físicas peculiares à sua idade avançada. Já para as mulheres adultas, os casos mais frequentes de queimaduras estão relacio¬nados às várias situações domésticas (como cozimento de alimen¬tos, acidentes com botijão de gás entre outros). De uma forma geral, para toda a população, as queimaduras devido ao uso de álcool líquido e outros inflamáveis são as predominantes.

A iniciativa de distribuição do documento aos CRMs " resulta do esforço do CFM e do MS em contribuir para a qualificação e a informação continuada dos médicos brasileiros" , explica o presidente do Conselho Federal de Medicina, Roberto Luiz d´Avila, em ofício circular encaminhado às presidências dos conselhos regionais.

Agravo à saúde pública

De acordo com a Coordenação Geral de Média e Alta Complexidade do MS, os casos de queimaduras representam um agravo significati¬vo à saúde pública. Em 2011, foram 1.437 internações em Unidades de Terapia Intensiva (UTI) de Queimados e a taxa de óbito foi de 17,95% (258) das internações. Já em 2010, ocorreram 1.283 internações em UTI e deste quantitativo, 18,16% (233) foi o percentual de óbito por este agravo. O país conta com 45 unidades hospitalares habilitadas em assistência a vítima de queimaduras, espalhados pelas cinco regiões.

Fonte: Isaude.net