Geral
07.11.2012

Três quartos das mulheres grávidas se afastam do trabalho por motivo de doença

Fatores como cansaço e sono são os mais responsáveis por licença. Ajustes no emprego podem reduzir ausência

Foto: Monkeybusiness/Foto Stock
Fatores associados com afastamento variaram de acordo com o trimestre da gravidez com mais mulheres exigindo afastamento conforme a gravidez progredia.
Fatores associados com afastamento variaram de acordo com o trimestre da gravidez com mais mulheres exigindo afastamento conforme a gravidez progredia.

A maior parte das mulheres grávidas tira licença médica por pelo menos dois meses durante a gestação. É o que revela estudo de pesquisadores do Stavanger University Hospital, na Noruega.

A investigação mostra ainda que três quartos das grávidas tiram licença médica integral na gestação, alegando problemas como cansaço e sono como principais motivos para faltar ao trabalho.

No entanto, os pesquisadores afirmam que os empregadores podem ajudar a reduzir essa ausência através de ajustes flexíveis de trabalho.

A equipe, liderada por Signe Dorheim, analisou mulheres grávidas durante um período de 18 meses e mediu a prevalência de razões e fatores associados à licença médica durante a gestação.

Pesquisadores recolheram informações através de um questionário realizado às 17 e 32 semanas de um total de 2.918 mulheres, das quais 2.197 (ou pouco mais de 75%) receberam licença médica em algum momento durante a sua gravidez.

O estudo descobriu que as mulheres tiveram uma média de oito semanas de licença médica, que varia de uma a 40 semanas, a maioria necessária entre as semanas quatro a 16 semanas da gravidez.

Os fatores associados com afastamento variaram de acordo com o trimestre da gravidez com mais mulheres exigindo afastamento conforme a gravidez progredia. Na semana 32, 63% das mulheres estavam de licença médica.

Em geral 35% das mulheres citaram fadiga e problemas de sono como o principal motivo para a tomada de licença médica, seguidos por dor pélvica (provocada pela dificuldade de locomoção e funcionamento das articulações da pelve) e náusea ou vômito, com 32 e 23% das mulheres sofrendo destes sintomas, respectivamente.

Embora poucas mulheres (2,1%) citavam ansiedade ou depressão como razão para a licença médica, elas somaram a maior média de doentes afastadas nas 20 semanas de gravidez.

O estudo também analisou os ajustes de trabalho para as mulheres grávidas e concluiu que 60% das 2.197 mulheres relataram ter ajustes para trabalhar. Em média as mulheres relataram tirar a menos sete dias de licença médica do que aquelas que ficaram sem os ajustes no emprego.

"Nós descobrimos que um grande número de mulheres grávidas se afasta do trabalho com licença médica. Os fatores associados com baixa por doença variaram de acordo com o trimestre da gravidez, mas alguns desses fatores não são necessariamente causados apenas pela gravidez. Enquanto o histórico médico e as condições socioeconômicas podem influenciar a ocorrência e a duração de tempo da licença médica, as situações de trabalho das mulheres durante a gravidez foram contribuintes significativos para nossas descobertas", afirma Dorheim.

Os resultados mostraram que as mulheres que sofrem fadiga relacionada ao trabalho, tais como insônia, são susceptíveis de exigir licença médica por mais tempo, especialmente durante o final da gravidez.

"Mais pesquisas são necessárias para olhar como o tratamento de certas condições e ajustes de trabalho podem levar a menos tempo de afastamento do trabalho e, finalmente, uma melhor qualidade de vida para as mulheres grávidas", conclui Dorheim.

Fonte: Isaude.net