Geral
04.11.2012

Dobra procura de jovens pelo programa de cirurgia bariátrica do Rio

Quantidade de interessados aumentou após divulgação de portaria permitindo a cirurgia para pacientes a partir dos 16 anos

Foto: SECOM/RJ
Médico Cid Pitombo que apresentou o caso de Luiz Alberto Kron no XIV Congresso da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica
Médico Cid Pitombo que apresentou o caso de Luiz Alberto Kron no XIV Congresso da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica

A procura de jovens de 16 a 18 anos pelo Programa Estadual de Cirurgia Bariátrica aumentou de 3% para 6%, em menos de um mês. A quantidade de interessados dobrou depois da recente divulgação de portaria do Ministério da Saúde, permitindo a realização da redução de estômago pelo Sistema Único de Saúde (SUS), para pacientes a partir dos 16 anos a idade mínima era de 18.

A tendência é que a demanda desta faixa etária aumente, segundo o médico Cid Pitombo, coordenador do projeto da Secretaria de Estado de Saúde realizado no Hospital Estadual Carlos Chagas.

Antes mesmo da nova portaria, cerca de 10 pacientes entre 16 e 18 anos já eram acompanhados pela equipe multidisciplinar, formada por médicos, psicólogos, assistentes sociais e enfermeiros. Mas, segundo Pitombo, a opção é por focar em atendimento preventivo para os adolescentes, ou seja, redução do peso com dietas.

"O motivo da opção prioritária pela não intervenção cirúrgica de imediato está relacionado aos eventuais danos psicológicos em pessoas tão jovens, além da questão da estrutura óssea em formação. Os adolescentes de menos de 18 anos são excluídos do nosso protocolo cirúrgico, inicialmente. Só operamos menores de 18 em situações extremas, em que adolescentes não conseguem, por exemplo, respirar direito, ou sofrem com a exclusão social que leva a prejuízos psicológicos", explicou Pitombo.

Para se candidatar a uma cirurgia bariátrica no programa de cirurgia bariátrica do estado, o paciente deve procurar um atendimento ambulatorial mais próximo de sua casa para que um médico faça uma primeira avaliação se a cirurgia é necessária ou não. Se a operação for indicada, o médico solicita uma segunda avaliação para a Central de Regulação de Cirurgia Bariátrica do Estado, que encaminha o pedido de forma online ao Hospital Estadual Carlos Chagas. O paciente é contatado e tem uma consulta de avaliação marcada. E, importante, não há fila de espera.

O paciente que tiver Índice de Massa Corpórea dentro do indicado (maior que 40kg/m² ou maior que 35kg/m² quando associado a fatores de co-morbidade, como hipertensão e diabetes, entre outros), que preencham os pré-requisitos do Ministério da Saúde e não tiverem doenças graves associadas são avaliados, preparados e operados.

Fonte: Isaude.net