Geral
02.11.2012

Exame de sangue indica presença de enzimas que facilitam progressão de doenças

Método vai permitir saber progressão de doenças como osteoporose, aterosclerose ou câncer em pacientes individuais

Foto: Gary Meek/Georgia Tech
Manu Platt (a dir.), líder do estudo, e o estudante Keon-Young Park, durante o processo de pesquisa em laboratório.
Manu Platt (a dir.), líder do estudo, e o estudante Keon-Young Park, durante o processo de pesquisa em laboratório.

Pesquisadores da Georgia Tech University, nos EUA, desenvolveram uma técnica que prevê, a partir de uma amostra de sangue, o nível de enzimas que facilitam a progressão de doenças.

O método permite prever como condições como osteoporose, aterosclerose ou câncer irão progredir ou responder a medicamentos em pacientes individuais.

Segundo os pesquisadores, as informações específicas do paciente podem ser úteis no desenvolvimento de abordagens personalizadas para tratar essas doenças destrutivas de tecidos.

"Nós encontramos uma variabilidade significativa na quantidade de enzimas catepsinas produzidas por amostras de sangue coletadas de indivíduos saudáveis, o que pode indicar que uma dose única de inibidores de catepsina pode não ser a melhor estratégia para todos os pacientes com osteoporose, aterosclerose ou câncer", explica o pesquisador Manu Platt.

Platt e seus colegas coletaram amostras de sangue de 14 indivíduos saudáveis, removeram as células brancas do sangue chamadas monócitos das amostras e estimularam as células com certas moléculas para que elas pudessem se tornar macrófagos ou osteoclastos em laboratório.

Ao fazer isso, os pesquisadores recriaram o que acontece no corpo, os monócitos recebem os sinais dos tecidos danificados, deixa o sangue, e se torna macrófagos ou osteoclastos, que são conhecidos por contribuir para mudanças que ocorrem no tecido de pessoas com câncer, aterosclerose e osteoporose.

Em seguida, os investigadores desenvolveram um modelo que utilizou os sinais variantes de quinase recolhidos de macrófagos ou osteoclastos para prever a atividade específica de quatro catepsinas: K, L, S e V.

Segundo os pesquisadores, o método permitiu prever matematicamente quantidades relativas da atividade de catepsina e distinguir quais doadores de sangue apresentaram maior atividade da enzima em relação aos outros.

De acordo com Platt, o próximo passo será o avaliar a capacidade do modelo para prever a atividade catepsina usando amostras de sangue de indivíduos portadores das doenças de interesse: osteoporose, aterosclerose ou câncer.

"Nosso objetivo final é criar um teste que irá ajudar o médico a avaliar se o câncer ou uma doença destrutiva do tecido pode ser muito agressiva a partir do momento que o indivíduo é diagnosticado, o que permitirá desenvolver tratamento personalizado imediatamente", conclui Platt.

O estudo foi publicado na revista Integrative Biology.

Fonte: Isaude.net