Geral
25.10.2012

Scanners de segurança de aeroportos podem danificar bombas de insulina

Exposição a equipamentos causa danos eletromagnéticos em aparelhos usados por diabéticos para a gestão da doença

Foto: Divulgação/TSA
Scanners de corpo inteiro usados em aeroportos podem afetar a função da bomba de insulina
Scanners de corpo inteiro usados em aeroportos podem afetar a função da bomba de insulina

Pesquisa publicada na revista Diabetes Technology & Therapeutics revela que scanners de corpo inteiro ou de raios-X usados para garantir a segurança de aeroportos podem alterar o funcionamento de equipamentos usados por diabético como a bomba de insulina e dispositivos de monitoramento contínuo da glicose.

O estudo sugere que as pessoas com diabetes podem apresentar uma declaração do próprio médico para evitar possíveis danos causados pela exposição a equipamentos de imagem nos aeroportos.

Quando uma bomba de insulina ou outro dispositivo de monitoramento contínuo de glicose é passado através de um scanner de corpo inteiro ou de raios-X, ou outro equipamento de imagem, existe o risco de que o motor possa apresentar defeitos eletromagnéticos.

Há pouca pesquisa publicada sobre o impacto da tecnologia de imagem sobre dispositivos usados por diabéticos, embora os fabricantes tenham realizado inúmeros testes relacionados em seus produtos e ofereçam recomendações a respeito de que tipo de equipamento pode causar interferências.

Algumas fabricantes afirmam que os dispositivos podem passar com segurança através de detectores de metal, mas que devem ser removido ao se passar por um scanner corporal de aeroporto.

Segundo algumas empresas, se uma pessoa optar por passar através de um scanner de corpo inteiro, deve remover a bomba de insulina e o dispositivo de monitoramento de glicose e não enviar os dispositivos através da máquina de raios-X.

"Dado o aumento do uso de dispositivos como a bomba de insulina, não só nos EUA, mas em todo o mundo, com centenas de milhares de pessoas que utilizam esta tecnologia, parece fundamental que mais pesquisas sejam financiadas para entender melhor e potencialmente reparar esse problema", afirma Irl Hirsch, editor sênior da Diabetes Technology & Therapeutics e professor da Universidade de Washington, nos EUA.

Para ler esta matéria na íntegra (em inglês), clique aqui.

Fonte: Isaude.net