Geral
24.10.2012

Técnica produz imagem 3D do câncer de mama com menor dose de radiação

Método mede como raios-X oscilam através do tecido mamário normal e doente e cria imagens mais nítidas que outros exames padrão

Foto: Reed Hutchinson/UCLA
Jianwei (John) Miao (sentado/camisa verde), junto a sua equipe de pesquisa
Jianwei (John) Miao (sentado/camisa verde), junto a sua equipe de pesquisa

Cientistas da Universidade da Califórnia, nos EUA, desenvolveram uma nova técnica capaz de produzir imagens 3D do tecido mamário duas a três vezes mais nítidas do que as atuais tomografias computadorizadas.

A abordagem oferece ainda uma menor dose de radiação aos pacientes e médicos em comparação com as mamografias convencionais.

"A mamografia depende de imagens bidimensionais. Isso pode ajudar a explicar por que 10 a 20% dos tumores de mama não são detectados na mamografia. A tomografia computadorizada também é tridimensional, mas não é considerada útil para a detecção do câncer de mama, uma vez que requer uma maior dose de radiação do que a mamografia", afirma o pesquisador Jianwei Miao.

Para melhorar a detecção do câncer de mama, Miao e seus colegas desenvolveram uma nova forma de visualizar a doença em três dimensões com uma dose de radiação um pouco menor do que nas mamografias atuais.

Para desenvolver a nova técnica, a equipe combinou um tipo de imagem de raios-X com um método de reconstrução de imagem conhecida pelos cientistas como "tomografia igualmente inclinada".

Uma razão pela qual a técnica pode ser melhor para a detecção é que ela mede a diferença na maneira como os raios-X oscilam através do tecido mamário normal em comparação com o tecido com câncer.

Cinco radiologistas independentes avaliaram o método. Eles descobriram que ele pode reduzir a dose de radiação em cerca de 74% em comparação com os métodos convencionais. Ele produziu imagens com a mais alta qualidade em comparação com imagens 3D de tecidos mamários capturados através de outros métodos padrão.

"Antes de nossa técnica estar disponível, precisamos de uma fonte de raios-X mais avançada. O equipamento para essa fonte está disponível somente em laboratórios de pesquisa. A fonte de raios-X deve ser menor para que possa caber facilmente em um quarto de hospital ou clínica. Pode levar uma década ou mais antes que a técnica 3D esteja clinicamente disponível", conclui Miao.

Fonte: Isaude.net