Geral
23.10.2012

Paraná estuda criação de centro ambulatorial para público LGBT

Centro de referência deverá prestar atendimento integral ao paciente, levando em conta doenças que mais atingem esse público

Foto: SESA/PR
Secretaria de Estado da Saúde estuda a criação de um centro de referência ambulatorial voltado ao atendimento ao público LGBT, sobretudo os transsexuais e travestis.
Secretaria de Estado da Saúde estuda a criação de um centro de referência ambulatorial voltado ao atendimento ao público LGBT, sobretudo os transsexuais e travestis.

A Secretaria de Estado da Saúde do Paraná estuda a criação de um centro de referência ambulatorial voltado ao atendimento ao público LGBT, sobretudo os transsexuais e travestis. O assunto foi discutido, nesta semana, com representantes de diversas entidades representativas desse segmento da população.

Segundo informou a pasta, será criado um grupo de trabalho para elaborar a proposta inicial. "O centro de referência cuja localização ainda não está definida deverá prestar atendimento integral ao paciente, levando em conta as particularidades e doenças que mais atingem esse público. Exames e testes rápidos também serão ofertados", disse o secretário de Saúde, Michele Caputo Neto.

Profissionais de saúde dos municípios também serão capacitados para prestar assistência adequada ao público LGBT nas unidades básicas de saúde (UBS). De acordo com Liza Minelly, da Rede Nacional de Pessoas Trans, é preciso eliminar o preconceito nos serviços de saúde.

" O atendimento deve ser humanizado e respeitar os direitos do cidadão, independente de sua opção sexual" , disse.

Cirurgia para mudança de sexo

Outro tema abordado na audiência foi o credenciamento de um serviço paranaense para realização de cirurgias de transgenitalização, conhecida como mudança de sexo. No Paraná, a pessoa que tem interesse na cirurgia deve iniciar o tratamento em um posto de saúde de seu município, mas o procedimento cirúrgico ocorre em outros estados, como Rio Grande do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro e Goiás.

Para a presidente do Transgrupo Marcela Prado, Carla Amaral, sem um serviço credenciado no Paraná, o acesso a esse tipo de cirurgia fica dificultado, mesmo com todo o custeio da viagem sendo pago pelo Estado. " Há diversos transtornos que poderiam ser evitados se tivéssemos a cirurgia no Paraná. Com o apoio do Estado esperamos que isso aconteça em breve" , enfatizou. Representantes das três esferas governamentais, além de entidades representativas LGBTs, devem se reunir em novembro para discutir a questão do credenciamento.

Desde 2008, quando o Ministério da Saúde incluiu a mudança de sexo na lista de cirurgias disponíveis pelo Sistema Único de Saúde, 17 processos foram abertos no Estado. Antes da cirurgia, o paciente passa por um período de preparação que dura pelo menos dois anos e envolve inclusive atendimento psicológico.

Fonte: Isaude.net