Geral
28.09.2012

MG implanta nova estratégia de atendimento a jovens usuários de drogas

Centro de atendimento inaugurado em Belo Horizonte vai atender até 45 adolescentes por dia, encaminhados pela Justiça

Foto: Henrique Chendes/SES MG
CAPUT desenvolve atividades culturais que visam a inclusão social de jovens marginalizados
CAPUT desenvolve atividades culturais que visam a inclusão social de jovens marginalizados

Foi implantado em Belo Horizonte (MG), nesta semana, o Centro de Atendimento e Proteção ao Jovem Usuário de Tóxico (CAPUT). A estratégia da Secretaria de Saúde e do Tribunal de Justiça do estado é consolidar uma nova abordagem na questão do consumo de droga na adolescência, com enfoque no acolhimento clínico e psicossocial de adolescentes usuários de crack.

O novo serviço terá estrutura clínica para acolher 45 jovens por dia e vai atender exclusivamente a pacientes encaminhados pela Justiça.

Integrando as ações do programa "Aliança pela Vida" , o CAPUT é voltado para o tratamento de saúde dos jovens em conflito com a lei e com histórico de uso e abuso de drogas, encaminhados para o Centro Integrado de Atendimento ao Adolescente Autor de Ato Infracional (CIA/BH).

No centro, os profissionais vão aliar o atendimento clínico às práticas de reabilitação psicossocial dos adolescentes e suas famílias. Com a nova metodologia, o Governo de Minas Gerais pretende colaborar com a redução da violência letal do jovem brasileiro em situação de abuso de drogas.

Metodologia do diálogo

De acordo com o coordenador clínico do CAPUT, Musso Greco, a metodologia de trabalho a ser desenvolvida passa por um diálogo que se aproxime do adolescente.

" Buscamos fazer um trabalho que fale a linguagem do jovem, com base no diálogo para resolver esse problema de difícil solução: a droga na vida do adolescente" , afirma Greco. Ele também explica que adolescentes encaminhados para o CAPUT receberão atendimento pelo tempo que for necessário. " Alguns jovens necessitarão de frequência diária ao serviço, enquanto outros poderão usufruir apenas de consultas ambulatoriais ou das oficinas. O quadro clínico e a gravidade da dependência química é que vão definir o projeto terapêutico montado para cada paciente" , relata.

Composto por uma equipe de psiquiatras, psicólogos, educadores sociais, assistentes sociais e artistas oficineiros, o CAPUT vai trabalhar dentro de um programa terapêutico e socioeducativo que segue o modelo de Casa de Atenção Psicossocial Infanto-juvenil para tratamento de transtornos decorrentes do abuso de álcool e drogas, com ênfase em ações preventivas e de reabilitação psicossocial dos adolescentes e suas famílias.

Além do atendimento psicossocial, o CAPUT propõe uma Unidade de Acolhimento Transitório para receber os jovens em situação de maior gravidade, que necessitem de ambiente protegido e fechado para sua desintoxicação.

Fonte: Isaude.net