Geral
26.09.2012

Africanos cobram renovação na luta contra Aids durante assembleia da ONU

Eles alertaram sobre a necessidade de mais vontade política contra doenças; Dilma Rousseff abriu evento em NY

A 67ª Assembleia Geral das Nações Unidas, aberta pela presidente brasileira Dilma Rousseff nesta terça-feira, 25 de setembro, em Nova York, nos EUA, teve como destaque hoje nas sessões paralelas à programação oficial um pedido de líderes africanos para que sejam renovadas as ações no continente contra a aids, tuberculose e malária.

Eles alertaram sobre a necessidade de mais vontade política contra estas doenças e concordaram que o primeiro passo dever ser a implementação de um roteiro da União Africana com estratégias de sustentabilidade dos programas de prevenção e tratamento contra o HIV.

" O continente africano não tem mostrado apenas que precisa de mais recursos, mas que está investindo também muitos recursos próprios na área da saúde" , disse o diretor executivo do Programa Conjunto das Nações Unidas para o HIV e Aids (Unaids), Michel Sidibé. " Para que todos africanos tenham acesso aos seus direitos nesta área, é preciso a garantia de investimentos financeiros, de boas leis, avanços científicos e a divisão de responsabilidades" , acrescentou.

O presidente do Benin e da União Africana, Boni Yayi, lembrou que 10 anos depois da Declaração de HIV/Aids de Abuja, milhares de pessoas estão sendo salvas na África por conta do acesso ao tratamento antirretroviral.

De acordo com o Unaids, cerca de 23.5 milhões de pessoas vivem com HIV e aids na África, apesar da quantidade de novas infecções ter diminuído 22% desde 2001.

Até o final do ano passado, a estimativa era de que 8 milhões de pessoas em todo o mundo estavam recebendo o coquetel de medicamentos contra aids, sendo mais de 6 milhões delas na África. No entanto, o número de pessoas que recebem antirretrovirais no continente ainda é de 56% do total que deveria receber.

" Estes investimentos devem ser permanentes para esta e futuras gerações" , comentou Boni.

Segundo informou as agências de notícias internacionais, a presidenta Dilma criticou durante seu discurso, a política dos países ricos contra a crise financeira internacional e voltou a defender a soberania da Palestina.

O encontro da ONU reúne os 193 países-membros da organização e se dá em meio à tensão vivida em vários países do Oriente Médio, com protestos e ataques a embaixadas dos Estados Unidos no mundo árabe.

Fonte: AGENCIA AIDS