Geral
14.09.2012

Remédios somam quase 50% da despesa média mensal das famílias com a saúde

Análise do IBGE aponta para uma possível melhoria nas condições de saúde da população e no atendimento do serviço público

Os medicamentos tiveram o maior peso nos gastos das famílias brasileiras com a saúde, compromentendo 48,6% na despesa de consumo média mensal das famílias. Parcela é seguida pelos planos de saúde ou seguro de saúde, que representam 29,8% dos gastos da população no ítem avaliado. Os dados fazem parte de um levamtamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgado nesta sexta-feira (14).

Entre 2008 e 2009, os gastos com o grupo assistência à saúde tiveram peso de 7,2% (R$ 153,81) na despesa de consumo média mensal das famílias. A análise das prioridades dos gastos das famílias aponta para uma possível melhoria nas condições de saúde da população ou para a hipótese de que o atendimento do serviço público tenha sido mais eficiente.

Dentre os ítens avaliados, a hospitalização apresentou o menor percentual dos gastos (0,7%), provavelmente em função do crescimento, nos últimos anos, do número de famílias que têm planos ou seguro saúde e do atendimento pelo serviço público.

Nas regiões Norte, Nordeste e Sul o item remédios também liderou a participação, com destaque para o Norte (57,5%). Essas regiões apresentaram os menores pesos de gastos com Plano ou seguro de saúde, sendo o menor, de 18,7%, também na região Norte.

Entre 2002-2003 e 2008-2009, remédios, plano ou seguro de saúde e tratamentos médico e ambulatorial foram os itens que mostraram aumentos de participações no total das despesas com saúde. Observou-se queda de participação em consulta e tratamento dentário, consulta médica, serviço de cirurgia e hospitalização.

Na análise das famílias por classes de rendimento mensal, os remédios tiveram maior peso para as famílias com menores rendimentos (74,2%) contra 33,6% do grupo de maiores rendimentos. Por outro lado, as despesas com plano e seguro saúde representaram 42,3% do total de despesas com saúde no grupo das famílias com maiores rendas, enquanto, para as de menores rendas, o item apenas representou 7%.

Fonte: Isaude.net