Geral
14.09.2012

Identificada nova ligação genética entre o colesterol e câncer

Pesquisa sugere que medicamentos que controlam colesterol podem ser úteis no futuro para a prevenção ou tratamento do câncer

Cientistas da Universidade de Rochester, nos EUA, descobriram novas evidências genéticas de uma ligação entre o colesterol e o câncer.

A pesquisa levanta a possibilidade de que os medicamentos usados para controlar o colesterol podem ser úteis no futuro para a prevenção ou tratamento do câncer.

Os dados apoiam estudos recentes que sugerem que os indivíduos que tomam medicamentos para baixar o colesterol podem ter um risco reduzido de câncer, e, por outro lado, que os indivíduos com os níveis mais altos de colesterol parecem ter uma risco elevado da doença.

O colesterol é uma substância semelhante à gordura fornecido por alimentos ou feito pelas células de todo o corpo. Colesterol em excesso é ruim para o coração e sistema vascular. Ele é geralmente medido no soro do sangue por exames de rotina.

Ao contrário do colesterol no soro que se liga a proteínas, no entanto, o colesterol também esconde no interior das células. Enquanto trancado dentro das membranas celulares, antes de ser exportado, o colesterol tem um impacto sobre o crescimento e sobrevivência celular. Um gene, conhecido como ABCA1, tem um papel na liberação do colesterol.

Pesquisas anteriores mostraram a importância de ABCA1. Nessa altura, foi identificada uma rede de cerca de 100 chamados "genes de resposta" que medeiam a ação dos genes do câncer. ABCA1 foi encontrado entre estes genes e está frequentemente desligado na presença de outros genes mutantes do câncer.

No trabalho recente Hartmut (Hucky) Land e seus colegas tentaram entender melhor o papel de ABCA1 e colesterol no câncer. Eles descobriram que a liberação defeituosa do colesterol parece ser um componente essencial em uma variedade de cânceres.

O funcionamento adequado do ABCA1 é crítico para a detecção de estresse celular. Se a função de ABCA1 é perdida em células de câncer, o colesterol se acumula nas mitocôndrias das células, ou nos centros de energia, fazendo com que as suas membranas fiquem mais rígidas. Isto por sua vez inibe a função de morte celular que normalmente é desencadeada em resposta a tensões nas células, como por exemplo a ativação do gene do câncer.

Portanto, quando funciona corretamente, ABCA1 tem atividade anticâncer, no sentido em que, mantendo o colesterol mitocondrial baixo protege o funcionamento do sistema de resposta ao estresse celular e atua como uma barreira para a formação e progressão tumoral.

Os pesquisadores concluem que o estudo sugere que medicamentos que controlam colesterol podem ser úteis no futuro para a prevenção ou tratamento do câncer. No entanto, eles ressaltam que mais pesquisas são necessárias para confirmar a descoberta.

Fonte: Isaude.net