Geral
13.09.2012

Estados Unidos aprovam novo tratamento para esclerose múltipla

Recaída entre pacientes que utilizaram Aubagio uma vez por dia foi 30% menor do que entre aqueles que tomaram placebo

A Food and Drug Administration dos EUA (FDA) aprovou o medicamento Aubagio (teriflunomida) para o tratamento de adultos com formas reincidentes de esclerose múltipla (MS).

Ensaios clínicos mostraram que a taxa de recaída para os pacientes que utilizam o comprimido uma vez por dia foi cerca de 30% menor do que a taxa para aqueles que tomaram placebo.

Os efeitos colaterais mais comuns do Aubagio experimentados pelos pacientes em ensaios clínicos incluíram diarreia, alteração da função hepática, náuseas e perda de cabelo.

A embalagem do medicamento contém uma advertência para alertar os médicos e pacientes do risco de problemas no fígado, incluindo morte e um risco de defeitos congênitos. Os médicos devem fazer exames de sangue para verificar o funcionamento do fígado antes de um paciente começar a tomar Aubagio e periodicamente durante o tratamento.

Também está incluído na advertência um alerta observando que, com base em estudos com animais, a droga pode causar danos ao feto. Por esta razão, as mulheres em idade fértil devem realizar teste de gravidez antes do início da medicação e utilizar um método contraceptivo eficaz durante o tratamento.

A esclerose múltipla é uma doença autoimune crônica e inflamatória do sistema nervoso central que interrompe a comunicação entre o cérebro e outras partes do corpo. Ela está entre as causas mais comuns de incapacidade neurológica em adultos jovens e ocorre pelo menos duas vezes mais frequentemente em mulheres do que em homens.

Para a maioria das pessoas com a doença, episódios de agravamento da função (recaídas) são inicialmente seguidos por períodos de recuperação (remissão). Com o tempo, períodos de recuperação podem ser incompletos, levando ao declínio progressivo.

"A esclerose múltipla pode prejudicar a sensação de movimento, e, a função cognitiva, por isso, é importante que haja uma variedade de opções de tratamento disponíveis para os pacientes", conclui Russell Katz, da FDA.

Fonte: Isaude.net