Ciência e Tecnologia
08.09.2012

Sensor sem fio prevê risco de queda com dias de antecedência

Protótipo envia alerta quando há alteração no padrão de caminhada e pode beneficiar idosos e pessoas com problema de equilíbrio

Foto: Texas Tech
Sensor anti-queda poderia beneficiar não só a comunidade geriátrica mais também pacientes com problemas de equilíbrio de doenças como a epilepsia, Parkinson ou demência
Sensor anti-queda poderia beneficiar não só a comunidade geriátrica mais também pacientes com problemas de equilíbrio de doenças como a epilepsia, Parkinson ou demência

Cientistas da Texas Tech University, nos EUA, desenvolveram um sensor capaz de prever quando uma pessoa pode cair, mesmo com dias de antecedência.

O protótipo sem fio, pequeno o suficiente para ser colocado no cinto, analisa a postura e os passos, e envia um alerta quando há uma mudança no padrão de caminhada.

Segundo o autor da pesquisa Donald Lie, o dispositivo é importante porque uma simples queda pode ser mortal. Ele acredita que a tecnologia pode beneficiar não só a comunidade geriátrica, mas os pacientes com problemas de equilíbrio derivados de doenças como Parkinson, epilepsia, ou demência.

O primeiro passo é a construção de um banco de dados dos movimentos normais de um indivíduo, incluindo quando ele está de pé ou sentada. Uma variação significativa futura, então, indica instabilidade, avisando que uma queda pode ser iminente.

O alerta emitido pode ser atribuído a alterações musculares ou até mesmo devido à interação entre medicamentos. Uma equipe de médicos recebe os dados em tempo real através de sensores sem fio.

"É um fenômeno complicado. Esperamos que um dia seremos capazes de dizer ao paciente: "Senhor, por favor, tenha cuidado, talvez nas próximas horas ou dias você possa cair"", afirma Lie.

A pesquisa foi recentemente aprovada por um Conselho de Revisão Institucional, designado para confirmar pesquisas biomédicas e comportamentais envolvendo seres humanos. Agora, a tecnologia pode ser útil em várias áreas e pode ser adaptada para a prática clínica.

Fonte: Isaude.net